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Duplo veto húngaro impede empréstimo à Ucrânia e novas sanções à Rússia

Na véspera do quarto aniversário da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a União Europeia ficou efectivamente paralisada por dois vetos húngaros consecutivos.
Segundo noticiou a “Euronews”, um empréstimo de emergência de 90 mil milhões de euros a Kiev e um novo pacote de sanções contra Moscovo estão a ser travados por Budapeste devido a um conflito energético que envolve o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzbha, da era soviética.
“Não devemos associar coisas que não têm qualquer relação entre si”, afirmou a alta representante Kaja Kallas, na Segunda-feira de manhã, antes de se dirigir para uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros destinada a aprovar as sanções.
“Mas vamos ouvi-los explicar as razões pelas quais estão a bloquear e depois ver se há possibilidades de ultrapassar a situação”.
O oleoduto foi recentemente danificado por um ataque atribuído à Rússia, mas a Hungria atribuiu directamente à Ucrânia a responsabilidade pela interrupção do abastecimento, acusando o país de “chantagem”.
No fim de semana, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou um conjunto de três “contramedidas”: a suspensão das exportações de gasóleo húngaro para a Ucrânia e o veto simultâneo ao empréstimo de 90 mil milhões de euros e ao 20º pacote de sanções.
“Assim que os carregamentos de petróleo forem retomados, as relações normais serão restabelecidas”, disse Orbán.
A “Euronews” refere que Kiev reagiu contra aquilo a que chama também “chantagem” e disse que as obras de reparação continuam “entre ameaças diárias de novos ataques com mísseis”. Também propôs “formas alternativas” de assegurar o trânsito de petróleo não russo para a Europa Central.
A crise em espiral colocou Bruxelas numa posição complicada, entre o objetivo de garantir a segurança energética de todos os Estados-membros e a urgência de prestar à Ucrânia a assistência necessária para resistir à invasão russa.
Está prevista uma reunião de crise para Quarta-feira. A Croácia, cujo gasoduto do Adriático surgiu como uma possível alternativa, também vai participar.

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