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“Acreditamos que cada indivíduo deve ter a oportunidade de viver, crescer e integrar-se plenamente na comunidade onde está inserido”, afirma a equipa do Integra T

O Integra T – Centro Terapêutico Multidisciplinar é um projecto de saúde em Ponta Delgada que visa promover o bem-estar, o desenvolvimento humano e a inclusão social. Ao ‘Correio dos Açores’, a equipa do Integra T revelou que o principal objectivo da acção é “promover a qualidade de vida e o desenvolvimento integral das pessoas, independentemente da sua idade ou condição socioeconómica”. O centro oferece serviços de Psicologia, Pedopsiquiatria, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala, Psicomotricidade, Musicoterapia e Nutrição, além de promover rastreios, workshops e actividades para crianças e adultos. O projecto pretende, no futuro, expandir o seu acesso, incluir novas especialidades e reforçar a literacia em saúde e bem-estar na Região.
Correio dos Açores – Podia explicar em que é que consiste o projecto Integra T Açores?
Equipa Integra T – O Integra T – Centro Terapêutico Multidisciplinar está localizado em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel e nasce com o propósito de promover o bem-estar, o desenvolvimento humano e a inclusão social. Trabalhamos com uma abordagem integrada, reunindo diferentes especialidades, como Pedopsiquiatria, Psicologia, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala, Psicomotricidade, Musicoterapia e Nutrição, de forma a oferecer um acompanhamento personalizado, centrado na pessoa e nas suas necessidades específicas.
Acreditamos que cada indivíduo deve ter a oportunidade de viver, crescer e integrar-se plenamente na comunidade onde está inserido.

Como é que esta iniciativa surgiu?
Surgiu da vontade de intervir de forma mais próxima nas comunidades, especialmente junto das populações mais vulneráveis. A primeira clínica foi fundada em 2021, no concelho de Sintra. Posteriormente, no final de 2024, expandimos para a ilha de São Miguel, reconhecendo a necessidade de reforçar respostas terapêuticas e de desenvolvimento na Região.
A chegada aos Açores foi motivada pela identificação de necessidades concretas no território e pelo desejo de criar uma resposta estruturada, acessível e humanizada.

Qual é a finalidade desta acção?
O principal objectivo desta iniciativa é promover a qualidade de vida e o desenvolvimento integral das pessoas, independentemente da sua idade ou condição socioeconómica. Pretendemos facilitar o acesso a serviços especializados, garantindo que mais pessoas possam beneficiar de acompanhamento adequado e atempado. Procuramos também prevenir situações de risco e exclusão, através de uma intervenção próxima e ajustada às necessidades de cada individuo e família.
Apostamos fortemente na intervenção precoce nas dificuldades de desenvolvimento, reconhecendo a importância de agir o mais cedo possível para potenciar resultados positivos. Paralelamente, valorizamos o trabalho em rede com entidades locais, fortalecendo parcerias que permitam uma resposta mais eficaz e articulada, ao mesmo tempo que promovemos a literacia em saúde e bem-estar na sociedade, capacitando as pessoas com informação e ferramentas que contribuam para uma vida mais equilibrada e saudável.

Quais são os obstáculos que enfrentam nos dias de hoje?
Um dos maiores desafios é garantir que os serviços especializados chegam a todas as zonas da ilha, incluindo áreas mais periféricas. Existe também o desafio da sensibilização: ainda há algum desconhecimento relativamente à importância da intervenção precoce e do acompanhamento terapêutico.
Outra dificuldade prende-se com a sustentabilidade e com a necessidade constante de criar parcerias que permitam tornar os serviços mais acessíveis à população.

A comunidade tem apoiado?
Sim. Temos sentido uma abertura e receptividade muito positiva por parte das pessoas e das entidades locais. As parcerias com juntas de freguesia, associações e instituições educativas têm sido fundamentais para nos aproximarmos das populações e para desenvolvermos acções como rastreios gratuitos, actividades de sensibilização e eventos comunitários.
Esse apoio demonstra que existe uma necessidade real e uma valorização do trabalho que desenvolvemos.

Que tipo de actividades é que têm preparadas para quem vos frequenta?
No Integra T, para além das consultas nas diferentes especialidades, procuramos desenvolver um conjunto de actividades que complementam a intervenção terapêutica e reforçam a ligação à comunidade. Ao longo do ano promovemos rastreios gratuitos, acções de sensibilização e workshops direccionados a pais e cuidados, com o objectivo de informar, capacitar e apoiar as famílias no seu dia-a-dia. Dinamizamos também exercícios lúdico-terapêuticos e iniciativas comunitárias, com o projecto “Terapias & Tradições”, que valoriza o brincar tradicional e incentiva o convívio saudável entre crianças e famílias.
Paralelamente, tentamos sempre, ao longo do ano lectivo, organizar actividades lúdicas temáticas, associadas a datas comemorativas ou épocas festivas, que permitam integrar os nossos utentes de forma mais próxima e significativa. Estas acções são pensadas para que cada criança, jovem ou adulto se sinta acolhido, incluído e parte activa do espaço que frequenta. Procuramos, assim, aliar a intervenção técnica a momentos de proximidade, partilha e pertença, reforçando o sentimento de comunidade dentro e fora do Centro.

Quem são as pessoas que mais frequentam o espaço? Como é que se sentem ao pertencer a uma iniciativa como esta?
Atendemos pessoas de todas as idades, desde crianças a adultos. No entanto, verificamos uma procura particularmente elevada ao nível da infância, sobretudo nas áreas da Psicologia, da Terapia Ocupacional e da Terapia da Fala, o que reflecte uma crescente preocupação das famílias com o desenvolvimento e o bem-estar das crianças.
As famílias que nos procuram referem sentir-se acolhidas, escutadas e verdadeiramente acompanhadas ao longo de todo o processo. Valorizam a nossa abordagem próxima e humanizada, bem como a articulação constante entre os diferentes profissionais, que permite uma intervenção mais coerente e eficaz. O facto de encontrarem, num só espaço, várias respostas terapêuticas complementares transmite-lhes maior segurança e confiança. Sentem que fazem parte de um projecto que olha para cada pessoa de forma global e integrada, respeitando a sua individualidade e promovendo o seu desenvolvimento de forma consistente e personalizada.
Temos também sentido um grande apoio por parte dos nossos utentes e respectivas famílias, que demonstram confiança no nosso trabalho e reconhecem o impacto positivo da intervenção. Recebemos com frequência feedback muito positivo, o que reforça a nossa motivação e o compromisso de continuar a prestar um serviço de qualidade, próximo e ajustado às reais necessidades da comunidade.

De que forma é que os participantes fazem parte das acções desenvolvidas?
Os participantes e as famílias são parte activa no processo terapêutico. Envolvemo-los na definição de objectivos, na tomada de decisões e na continuidade das estratégias em contexto familiar e escolar.
Nas iniciativas comunitárias, incentivamos a participação activa, a partilha de experiências e o contributo para a construção de exercícios ajustados às reais carências da sociedade.

Que impacto é que acreditam que este projecto pode ter nos açorianos?
Acreditamos que o impacto pode ser significativo, sobretudo ao nível da prevenção, da inclusão e da promoção da saúde mental e do desenvolvimento infantil.
Ao facilitar o acesso a serviços especializados e ao trabalhar em parceria com entidades locais, contribuímos para uma comunidade mais informada, mais capacitada e mais inclusiva. O impacto reflecte-se não só nos utentes, mas também nas famílias, nas escolas e nas redes locais.

Quais são os planos para o futuro?
Relativamente aos planos para o futuro, pretendemos continuar a crescer de forma estruturada e sustentável, sempre com foco nas necessidades reais da comunidade. O nosso objectivo passa por alargar o leque de especialidades disponíveis, de modo a oferecer respostas cada vez mais completas e diferenciadas. Queremos também chegar a mais freguesias da ilha, aproximando os serviços das populações que têm maior dificuldade de acesso a acompanhamento especializado.
Paralelamente, procuramos reforçar protocolos e parcerias com entidades locais, fortalecendo o trabalho em rede e promovendo uma intervenção mais articulada e eficaz. Está igualmente nos nossos planos desenvolver novas iniciativas comunitárias que promovam a inclusão, a prevenção e a literacia em saúde e bem-estar. Ao mesmo tempo, pretendemos consolidar e fortalecer a nossa equipa multidisciplinar, garantindo uma intervenção cada vez mais integrada, competente e humanizada. Acima de tudo, queremos continuar a crescer sem perder aquilo que nos define: a proximidade, a empatia e a humanização do cuidado.

Que mensagem gostariam de deixar?
No Integra T acreditamos profundamente que cuidar é um compromisso com as pessoas e com a sociedade. Estamos ao serviço de cada família, de cada criança, de cada adulto que precise de apoio, acreditando que pedir ajuda é um verdadeiro acto de coragem e um primeiro passo essencial para o crescimento e para o bem-estar. Cuidar do desenvolvimento e da saúde mental não deve ser visto como um último recurso, mas como uma prioridade e um investimento no futuro.
Queremos continuar a ser um espaço seguro, onde cada pessoa se sinta respeitada e valorizada. Estamos disponíveis para ouvir, apoiar e construir soluções em conjunto, porque acreditamos que é na partilha e no trabalho em rede que surgem as mudanças mais significativas. Só com a participação activa de todos conseguimos criar uma comunidade mais forte, inclusiva e saudável.
Diogo Simões Pires

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