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Entre o presente e o futuro

1 – Temos dito e escrito que o mundo está num tremor que se sabe como começou, mas não sabemos como vai acabar. Além da destruição que a guerra tem gerado nos países que estão em conflito, assiste-se a uma carnificina de todos aqueles que têm sido apanhados e mortes sem culpa formada, sobretudo as crianças e os jovens que têm acabado como “carne para canhão”. Tudo isso causado por aqueles que são os verdadeiros “sanguinários” por serem “os donos” da Guerra e, por serem culpados, terão forçosamente de serem julgados pelas instituições próprias, de modo a pagarem pelas desgraças que têm gerado a todos aqueles que são inocentes.

2 – Muitos dos mandantes das guerras só pensam e actuam pelo dinheiro, hoje ou amanhã serão chamados perante o juízo final para prestarem contas e pagarem pelas culpas que têm, ou tiveram, e pelas sementes que deixaram, fazendo com que as pessoas que restam voltem às periferias.

3 – Além das guerras que assolam o mundo agora, já se sente o sofrimento que vai acontecer às empresas, assim como às famílias pela falta dos produtos que são fundamentais para que haja futuro para a economia. 4 – Nessa conjuntura, é preciso garantir que os mandantes de cada país tenham a capacidade necessária para ouvirem quem conhece e sabe o que precisa ser feito nos pós-guerras, sendo por isso os condutores do futuro, reforçando, desde já, a qualidade dos políticos e das políticas, assim como dos governantes. A esse propósito deve-se ouvir quem tem saber e experiência, começando por quem governa numa altura em que não é fácil ser governante ou governo.

5 – Isso leva-nos a “mergulhar” num texto que o Professor e ex Presidente da República Aníbal Cavaco e Silva enviou ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro, no qual lembra que é preciso que Montenegro, e o Governo por ele dirigido, tenha “forte determinação e coragem política” para fazer reformas, sob pena de o CHEGA crescer ainda mais e tomar o poder. E termina lembrando que “Sem as reformas necessárias ao crescimento robusto da economia há um sério risco de reforço das forças políticas populistas e de deterioração da qualidade da nossa Democracia”.

6 – O que o Professor Cavaco Silva lembra, e descreve, é importante para evitar uma “Hecatombe” dos regimes democráticos e o mesmo alerta que ele aplica ao Governo da República tem cabimento nos Açores e nos partidos que amparam a Democracia.

7 – Os partidos são âncoras importantes para a manutenção da Democracia e da Autonomia, mas actualmente falta aos Partidos políticas e políticos com capacidade para ouvirem os cidadãos e chama-los para serem parte na política nas medidas necessárias para garantirmos o presente e o futuro das Ilhas que continuam a ser um importante activo para a Europa e para Portugal.

Américo Natalino Viveiros

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