Terminaram as incertezas se o Santa Clara escapava à descida directa ou se teria de disputar as sempre delicadas partidas de manutenção/descida com o terceiro classificado da II Liga. Há duas jornadas a hipótese em aberto era apenas o “play off”. As contas que se iam fazendo nas últimas jornadas só prosseguem com o intuito de prever qual a posição final nesta irregular presença na I Liga de 2025/26.
A derrota do Casa Pia, em casa, com o CD Tondela arrumou definitivamente com a única possibilidade em aberto de o Santa Clara terminar o campeonato em 16.º lugar. Como as últimas jornadas correram de feição com a conquista de quatro pontos fundamentais e a ajuda antecipada, retirou a pressão. A equipa teve uma recta final positiva. Só perdeu dois jogos nas últimas 10 partidas.
No pior dos cenários, de vir a perder na recepção ao Nacional da Madeira e no “Dragão” com o FC Porto, ficava com um ponto a melhor. Assim, a equipa entrará em campo tranquila. Espera a presença de um número apreciável de simpatizantes para, na despedida da época e ao vigésimo terceiro jogo no estádio de São Miguel, transmitem o apoio que faltou e que poderia ter ajudado se houvesse maior afluência.
A calculadora que foi retirada do sótão, mas ainda com baterias carregadas por falta de uso, fez a contabilidade jornada após jornada na expectativa das várias hipóteses… de descida. Pode voltar à caixa dos arrumos. Que seja por mais um longo período porque será sinal de serenidade e quietude nos próximos campeonatos.
Mais remates e mais oportunidades
O empate no campo do Arouca, a dois golos, foi uma ajuda preciosa perante uma formação tranquila e que no seu novo e impecável relvado tem tido comportamento positivo, mesmo perdendo por seis vezes e empatado quatro.
O Arouca esteve na frente do marcador com o golo do sul coreano Lee Yunju, aos 8 minutos, mas, de cabeça, o que não é comum, Gabriel Silva, na sequência de um canto, empatou dois minutos volvidos. Aos 83m, também de canto, o clube da Serra da Freita fez o 2-1 por Tiago Esgaio, mas, aos 90+3m, Elias Manoel estreou-se a marcar e logo com um golo muito festejado.
O empate acabou por ser mais do que justo. O Santa Clara, principalmente na segunda parte, esteve quase sempre por cima. Os dez remates (12 no total), o maior número de cantos e as claras oportunidades de golo, com Djé Tavares, só à sua conta, a ter três flagrantes oportunidades, são o exemplo do pendor ofensivo, acentuado quando teve mais um elemento em campo.
O Santa Clara desfrutou de 51 ataques perigosos, contra 35 do Arouca e os jogadores apenas cometeram 8 faltas. O jogo foi dos que menos faltas teve: 23 no total.
