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Reforçar o investimento estratégico em São Miguel é essencial para o desenvolvimento sustentado da Região”, defende o Presidente da AMISM

Com a presença do presidente do Conselho de Ilha, Jorge Rita, e do presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Gualter Couto, o Presidente da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM), Pedro Nascimento Cabral, defendeu que “investir em São Miguel é investir na Região Autónoma dos Açores”, sublinhando a necessidade de reforçar o investimento estratégico na maior ilha do arquipélago como condição essencial para o desenvolvimento sustentado da Região.
Na sua intervenção no debate promovido pela Associação Seniores São Miguel, subordinado ao tema “São Miguel – Construir o Futuro”, no Coliseu Micaelense, integrado nas comemorações do 22.º aniversário da instituição, o autarca destacou um conjunto de prioridades estruturantes para o presente e o futuro da ilha, começando pela área da saúde.
Neste âmbito, reforçou o alerta para a “necessidade requalificar o atual Hospital do Divino Espírito Santo de forma a responder com eficiência ás necessidades de prestação de cuidados de saúde dos residente na ilha de São Miguel e dos Açores, acentuando a necessidade de se superar o desafio de termos um “Hospital Universitário” à semelhança do que vai acontecer na Madeira.
Pedro Nascimento Cabral manifestou-se ainda surpreendido com a existência de enfermarias mistas no HDES, defendendo que estas comprometem a privacidade, o conforto e a dignidade dos doentes, tendo salientado que “A humanização dos cuidados de saúde exige que as decisões organizacionais coloquem a dignidade do doente acima de critérios meramente logísticos ou administrativos”, referindo que “O internamento hospitalar deve assegurar não apenas tratamento clínico de qualidade, mas também o respeito absoluto pela intimidade, tranquilidade e segurança dos doentes”.
Ao longo da sua intervenção, o Presidente da AMISM, citado, abordou igualmente outras matérias que considera determinantes para assegurar a competitividade e a coesão territorial da Região, nomeadamente a necessidade de reabilitação do aeroporto de Ponta Delgada, a construção de um novo porto comercial para receber navios de carga com segurança e respeito ambiental, defendendo que o atual porto passe a estar mais vocacionado para o turismo de cruzeiros, contemplando a ampliação da marina, com o propósito de se afirmar de São Miguel e os Açores como destino marítimo de excelência no Atlântico, tudo num investimento a ser perspectivado para as próximas décadas e gerações.
A melhoria das acessibilidades é outra das preocupações do Presidente da AMISM, que defendeu uma estratégia integrada de mobilidade, alertando para o estado em que se encontra algumas das nossas estradas regionais, com destaque para a Estrada que liga as Furnas à Povoação, que constitui um perigo.
Do mesmo modo, o autarca acentuou que São Miguel “precisa de uma política eficaz de transporte marítimo de mercadorias e passageiros, capaz de responder às necessidades da nossa economia, das nossas empresas e das nossas famílias. Só a melhoria do fluxo de mercadorias pode fortalecer a economia de São Miguel e a Regional”. Por outro lado, adiantou Pedro Nascimento Cabral, que é “incompreensível que as ilhas de São Miguel e Santa Maria estejam excluídas das rotas da Atlânticoline com óbvio prejuízo para a mobilidade e economia e bem estar das suas populações. ”
O Presidente da AMISM também revelou preocupação com a protecção da orla costeira da Ilha de São Miguel e com o estado em que se encontra as zonas balneares da Ferraria e porto das Capelas, bem como Feteiras, Santo António, Monteverde (Ribeira Grande), Boca da Ribeira, (Nordeste) e ilhéu (Vila Franca do Campo), referindo que a requalificação desses locais são imprescindíveis para uso dos residentes e para a promoção turística de São Miguel.
O autarca frisou, ainda, que estas reivindicações “não assentam em qualquer forma de bairrismo, mas antes em justas reivindicações de uma ilha que tem mais de metade da população dos Açores e é responsável por 70% do PIB regional”, explicando que o Conselho de Ilha de São Miguel, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e a Associação de Municípios da Ilha de São Miguel têm recebido quase de forma permanente muitas preocupações por parte de cidadãos e empresários sobre a necessidade de se investir em São Miguel.”
Pedro Nascimento Cabral, ainda citado, reforçou ainda que o desenvolvimento de São Miguel está intrinsecamente ligado ao progresso da própria Região Autónoma dos Açores. “Quando falamos destas matérias fulcrais para o desenvolvimento da ilha de São Miguel, nós estamos a falar do futuro dos Açores. Não há desenvolvimento sustentado da Região Autónoma dos Açores sem envolver a Ilha de São Miguel.

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