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Número de utentes em espera por junta médica nos Açores reduziu 24% entre Janeiro de 2025 e Março de 2026

Desde 2024 até ao momento, foram realizadas mais de 25 mil juntas médicas na Região Autónoma dos Açores, das quais 3.595 apenas em 2026.
Os dados mais recentes indicam que o número de utentes em espera por junta médica reduziu 24% entre Janeiro de 2025 e Março de 2026.
Segundo a nota enviada ao nosso jornal, a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou a evolução positiva registada na realização de juntas médicas no Serviço Regional de Saúde, evidenciando a melhoria progressiva dos tempos de resposta aos utentes em toda a Região.
Para o executivo, os números “reflectem o esforço desenvolvido para recuperar pendências acumuladas e garantir maior rapidez na resposta aos cidadãos”, como também traduzem numa “evolução favorável na tramitação dos processos pelas unidades de saúde dos Açores”.
Ponta Delgada continua a ser o concelho com maior pressão ao nível dos pedidos de atestados multiusos, concentrando o maior volume de processos na Região, realidade que acompanha a dimensão populacional e a procura registada naquela área geográfica.
Ainda assim, verifica-se actualmente que muitos concelhos apresentam apenas pedidos pendentes desde 2025, o que, de acordo com a nota, “evidencia a recuperação gradual das situações mais antigas e a melhoria do acompanhamento dos processos em várias ilhas”.
Segundo a governante, “esta evolução resulta do trabalho desenvolvido pelas unidades de saúde da Região, da reorganização dos serviços, da realização de juntas médicas extraordinárias e do reforço dos meios disponíveis sempre que necessário”.
Mónica Seidi destacou ainda a aprovação, em 2024, pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, do diploma que adapta à Região o regime de avaliação de incapacidades das pessoas com deficiência para acesso às medidas e benefícios legalmente previstos, substituindo um enquadramento legislativo em vigor desde 1999.
A alteração legislativa permitiu aumentar a capacidade de realização de juntas médicas, alargando a possibilidade de recrutamento de médicos para este efeito e reduzindo a pressão sobre os profissionais dos Cuidados de Saúde Primários.
A governante reconheceu ainda o empenho dos profissionais de saúde e das equipas técnicas envolvidas neste processo, salientando o contributo dado pelas unidades de saúde para melhorar o acompanhamento dos utentes em todas as ilhas.
“Os dados agora apurados confirmam uma trajectória de recuperação gradual e de consolidação da actividade das juntas médicas em todo o arquipélago”, finaliza a nota.

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