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Ciência conduzida nos Açores é exemplo para a Europa, sublinha Artur Lima

O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, presidiu à sessão de abertura da quarta edição da S3 SUMMIT: Smart Specialisation Strategy, referindo que os Açores são “uma Região Ultraperiférica com futuro na Europa. A ciência que aqui se faz é de excelência, qualificada e valorizada” a nível europeu.
“Os Açores não perderam importância geoestratégica”, declarou, acrescentando que a Região “é agora rota de passagem de cabos submarinos, fundamentais para a ciência, para a comunicação, para a transição digital”.
“A Região é perifericamente central. Somos um exemplo para a Europa e por isso devemos ser valorizados pela União Europeia, o que nem sempre acontece”, observou Artur Lima, realçando o progresso científico regional, referindo-se aos parques de ciência e tecnologia e ao futuro Tecnopolo Martec, na Horta.
“Estes são exemplos daquilo que o Governo tem feito para fixar talentos nos Açores. Estamos a dar mais um passo estrutural nesta matéria através das residências universitárias que vão permitir que investigadores e estudantes possam fixar-se cá”, afirmou. Nesse contexto, o governante abordou a cooperação aprofundada com a Universidade dos Açores, referindo um programa de tenure regional em preparação para atrair investigadores para a Região.
Artur Lima salientou também a relevância actual dos Açores para o estudo da biodiversidade e do oceano, lembrando que a União Europeia poderá instalar um Observatório do Mar Profundo na ilha do Faial.
“É nesse sentido que este Governo está a trabalhar e é nesse sentido que a RIS3 foi alterada”, asseverou.
“Acrescentámos a área da Saúde e a área do Espaço e Ciência de Dados às áreas verticais. Temos dado passos muito significativos na ciência e a RIS3 é estrutural nessa matéria, estando bem adaptada ao que está a acontecer agora e ao futuro”, garantiu.
O Vice-Presidente destacou ainda o “trabalho absolutamente extraordinário” da Direção Regional da Ciência, Inovação e Desenvolvimento, bem como o investimento de 1,4 milhões de euros em co-financiamentoaté 2028 para um conjunto de 36 projectos científicos, mobilizando um investimento total de 9,2 milhões de euros.
A S3 SUMMIT: Smart Specialisation Strategy é subordinada ao tema “Regiões Ultraperiféricas: Territórios com futuro?”. Esta quarta edição visa analisar e debater o presente e o futuro das estratégias de especialização inteligente (EEI), bem como os seus efeitos e impactos nas Regiões Ultraperiféricas (RUP).
O debate permitirá aprofundar a partilha de conhecimento, a aprendizagem mútua e a reflexão sobre a relevância destas estratégias para a inovação, transformação territorial e desenvolvimento económico e social. Permitirá também refletir sobre o papel que as RUP desempenham no contexto estratégico europeu e global.
Também esta semana, na sessão de apresentação dos projectos de investigação e inovação decorreu no NONAGON – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, em São Miguel, e que se insere-se na 4ª edição da S3 SUMMIT: Smart Specialisation Strategy, subordinada ao tema “Regiões Ultraperiféricas: Territórios com futuro?”, Artur Lima, sublinhou hoje a importância de promover a competitividade regional pela aposta em ciência e tecnologia, durante uma sessão de apresentação dos projetos de investigação e inovação em curso na Região.
Na ocasião, o Vice-Presidente referiu-se ao Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, em particular no que diz respeito ao segundo pilar, dedicado à competitividade europeia.
“Os Açores têm de investir na ciência, na tecnologia e em bons projectos. É aí que está o nosso futuro é aí que o Governo está a trabalhar”, afirmou.
Artur Lima reafirmou o investimento firme e estratégico com o cofinanciamento de projectos europeus, destacando que a Vice-Presidência assegurou um montante de co-financiamento de 1,4 milhões de euros até 2028 para um conjunto de 36 projectos, mobilizando um investimento total de 9,2 milhões de euros. No entanto, salientou que as regras previstas no próximo orçamento da União Europeia “vão exigir mais trabalho e mais competitividade” nas candidaturas a projectos europeus. Nesse sentido, apelou à proactividade dos investigadores presentes.
O Vice-Presidente do executivo realçou também a qualidade da investigação em curso nos Açores. “Felicito-vos pelo vosso empenho e dedicação. A ciência é sempre pouco compreendida pelas pessoas, porque estão habituadas só ao seu resultado, mas não sabem o trabalho que é necessário para se chegar a esse resultado. Pretendemos trazer a ciência ao público”, asseverou, segundo nota publicada no Portal do Governo.

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