No primeiro trimestre de 2026, foram licenciados 6,5 mil edifícios em Portugal, o que representa uma diminuição homóloga de 10,9%, após a quebra de 13,5% registada no último trimestre de 2025. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que 75,8% dos edifícios licenciados destinaram-se a construções novas, das quais 82,2% tinham como finalidade a habitação familiar. Foram ainda licenciados 331 edifícios para demolição, correspondendo a 5,1% do total de edifícios licenciados.
Em termos regionais, os Açores surgem entre as regiões com as reduções mais expressivas no número de edifícios licenciados, registando uma quebra de 15,5%, apenas atrás da Grande Lisboa (-22,3%) e do Algarve (-19,1%).
No mesmo período, foram licenciados no país 10,3 mil fogos em construções novas para habitação familiar, traduzindo uma diminuição homóloga de 3,1%, depois do crescimento de 16,9% observado no trimestre anterior.
A evolução regional foi desigual. Enquanto a Península de Setúbal registou o maior aumento (+80,9%), os maiores recuos verificaram-se na Grande Lisboa (-46%) e na Região Autónoma dos Açores (-19%).
Relativamente às obras concluídas, estima-se que tenham sido finalizados 3,9 mil edifícios em Portugal no primeiro trimestre de 2026, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções. Este resultado representa um crescimento homólogo de 1,5%, após a redução de 4,2% registada no quarto trimestre de 2025.
As construções novas continuaram a representar a maioria dos edifícios concluídos (82,2%), sendo que 79,4% destes destinaram-se à habitação familiar.
Ao nível regional, apenas o Oeste e Vale do Tejo registou um aumento no número de edifícios concluídos (+17,4%). Nas restantes regiões verificaram-se diminuições, destacando-se os Açores, com a maior quebra do país (-11,5%).
As construções novas concluídas cresceram 1,1% a nível nacional face ao primeiro trimestre de 2025. Apenas cinco regiões registaram variações homólogas positivas: Madeira (+16,1%), Oeste e Vale do Tejo (+15,1%), Alentejo (+14%), Grande Lisboa (+5%) e Península de Setúbal (+4,1%). Nas restantes regiões observaram-se variações negativas, com os Açores (-18,3%) e o Algarve (-17,9%) a registarem os recuos mais significativos.
Também nas obras de reabilitação se verificou um crescimento homólogo de 3,2%, embora apenas cinco regiões tenham apresentado aumentos.
Quanto à habitação familiar, foram concluídos 6,9 mil fogos em construções novas durante o primeiro trimestre de 2026, correspondendo a um aumento de 3,7% face ao mesmo período do ano anterior, depois da subida de 3,6% registada no trimestre precedente. Apesar do crescimento nacional, a evolução regional voltou a ser marcada por fortes contrastes. Nas regiões que registaram diminuições, os Açores destacaram-se novamente pela maior quebra do país, com menos 16,8% de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar. JHA