Edit Template

APAV apoiou 215 pessoas idosas vítimas de crime e violência nos Açores entre 2021 e 2025 e Ponta Delgada concentra mais de metade dos casos

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) divulgou as estatísticas relativas às pessoas idosas vítimas de crime e violência no período de 2021 a 2025, traçando um retrato da criminalidade e da violência exercidas sobre esta população com base nos processos de apoio acompanhados pela instituição ao longo dos últimos cinco anos.
Entre 2021 e 2025, a APAV apoiou 8.540 pessoas idosas vítimas de crime e violência, num total de 15.804 crimes e outras formas de violência registadas. Os dados revelam um aumento de 26,5% no número de pessoas idosas apoiadas durante este período.
Nos Açores, foram apoiadas 215 vítimas, o que corresponde a 2,5% do total nacional. À escala municipal, Ponta Delgada foi o concelho açoriano com o maior número de pessoas idosas vítimas apoiadas pela APAV, somando 115 casos. Neste concelho, verifica-se uma tendência de crescimento entre 2022 e 2025, passando de 16 vítimas apoiadas para 31.
Relativamente a 2025, foram registadas 31 vítimas em Ponta Delgada, 10 na Ribeira Grande, seis em Vila Franca do Campo, quatro na Lagoa e uma em cada um dos concelhos de Angra do Heroísmo, Povoação e Praia da Vitória.

Violência doméstica continua
a ser o crime com registo frequente

De acordo com os dados disponibilizados, a nível nacional, a violência doméstica continua a ser o crime mais frequentemente registado, representando 78,9% das situações acompanhadas pela APAV. Seguem-se a ameaça ou coacção (3,7%), a ofensa à integridade física (3,2%), a difamação ou injúria (3%) e a burla (2%).
A maioria das vítimas apoiadas era do sexo feminino (76,3%), tinha entre 65 e 74 anos de idade (49,4%) e nacionalidade portuguesa (92,7%).
Os dados evidenciam igualmente que a violência contra pessoas idosas ocorre maioritariamente em contexto familiar, sendo a pessoa agressora, na maioria das situações, filha ou filho da vítima (32,3%), seguida do cônjuge (21,5%). A maioria das pessoas agressoras era do sexo masculino (55,9%).
Mais de metade das vítimas apoiadas (53,6%) encontrava-se em situação de vitimação continuada. Entre estas, 23,4% viveu situações de violência durante um período compreendido entre dois e seis anos antes de procurar apoio. Verifica-se ainda que 46,6% das vítimas não apresentou queixa nem viu a sua situação denunciada às autoridades.
“Estas estatísticas reforçam a necessidade de continuar a investir na prevenção, detecção precoce e apoio especializado às pessoas idosas vítimas de crime e violência, bem como na sensibilização da sociedade para uma realidade frequentemente invisível”, salienta a APAV.
JHA

Edit Template
Notícias Recentes
Governo dos Açores anuncia reforço da conservação da floresta com pomar de espécies endémicas
Município de Angra do Heroísmo disponibiliza Agenda Conversacional com inteligência artificial
“Vários estudos científicos mostram que aprender através de jogos pode melhorar a aprendizagem, a motivação e o desenvolvimento dos alunos”, afirma Paulo Santos
Hospital CUF Açores anuncia reforço da proximidade com profissionais de saúde e população do Grupo Central
UAc acolhe workshop sobre clima espacial e os seus riscos para a Região
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores