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“Valorizo mais a energia e o significado que uma foto consegue transmitir”, afirma Tiago Matos

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Este ditado popular, aplica-se como uma à fotografia e a quem consegue transformar imagem captar em arte, eternizando momentos únicos e podendo proporcionar o reviver destes mesmos momentos, anos mais tarde.
Cada fotografia tem o poder de captar emoções, despertar memórias e de poder, por momentos, quase congelar o tempo. Mais do que simples imagens, as fotografias são fragmentos de histórias, testemunhos de momentos que, sem elas, se perderiam na passagem dos dias.
A fotografia é uma arte que combina técnica, criatividade e sensibilidade. Cada enquadramento representa uma escolha, cada jogo de luz uma intenção e cada clique uma tentativa de captar algo único e irrepetível. Ao longo dos anos, esta forma de expressão evoluiu, acompanhando as mudanças da sociedade e da tecnologia, mas manteve a sua essência: a capacidade de comunicar sem palavras.
Por trás de cada fotografia marcante está alguém com um olhar atento sobre o mundo. Um fotógrafo não se limita a registar aquilo que vê; procura interpretar a realidade, destacar detalhes muitas vezes ignorados e transmitir emoções através das suas imagens. É essa visão singular que transforma cenas comuns em obras capazes de inspirar, emocionar e fazer reflectir. Entre luzes, sombras, cores e perspectivas, a fotografia continua a ser uma das mais poderosas formas de contar histórias, aproximando pessoas, preservando memórias e revelando diferentes maneiras de observar o mundo que nos rodeia.
Tiago Matos é um jovem fotógrafo, cuja paixão pela arte de fotografar começou quase por acaso. “A fotografia surgiu como uma distracção e uma forma de ocupar o tempo livre. Com o passar do tempo, o interesse foi crescendo, fui aprendendo mais sobre a área e acabei por descobrir uma verdadeira paixão pela fotografia”.
Já sobre o seu percurso, Tiago afirma que tem sido “marcado pela aprendizagem constante e pela experiência adquirida em diferentes trabalhos. Comecei por fotografar por gosto e com o tempo fui investindo em equipamento e experiência, até transformar esse gosto numa actividade”.

O estilo com que mais se identifica e o melhor lugar para fotografar

A fotografia pode ter muitos estilos tais como paisagem, retracto, desportiva, eventos e gastronomia. Destes exemplos, o que mais se enquadra no jovem fotografo é a fotografia de eventos. Como o próprio afirma, “identifico-me mais com a fotografia de eventos. Gosto muito do ambiente dos festivais e concertos, mas não sou uma pessoa que goste de dançar então quando estou a fotografar, consigo juntar os dois gostos que é estar presente nesses eventos e captar os momentos e a energia do evento”.
São Miguel tem, reconhecidamente, muitos locais dignos de serem fotografados. Quando questionado sobre o seu locar preferido para fotografar, Tiago Matos diz que é difícil escolher apenas um, embora destaque um lugar. “É difícil escolher apenas um local, mas sem dúvida que a zona dos Mosteiros destaca-se pelo incrível pôr do sol”.
O primeiro trabalho
e as dificuldades da profissão

Todos os fotógrafos têm algum trabalho que os marcam e Tiago Matos não é excepção. No seu caso, foi o primeiro casamento que fotografou. “O primeiro casamento que fotografei foi sem dúvida o trabalho que me marcou mais. Na altura fui sozinho e com pouca experiência, o que trouxe uma enorme responsabilidade e algum nervosismo. Foi um desafio muito exigente, mas também muito importante, porque serviu de aprendizagem para os casamentos que pudesse vir a fazer”. No entanto, o mercado da fotografia é um mercado muito competitivo e tem, também, as suas dificuldades. Para Tiago, umas das maiores dificuldades é “conciliar os horários de trabalhos com a vida pessoal e familiar, sobretudo em épocas de maior procura, quando muitos eventos acontecem aos fins de semana e em horários prolongados”. Já sobre a competitividade do mercado, o jovem fotógrafo realça que “é bom termos vários fotógrafos, porque isso ajuda na valorização da profissão e ainda conseguimos oferecer aos clientes diferentes estilos”.

O que é uma boa fotografia e o futuro

O bom da arte é que depende de quem a vê. A mesma obra, ou neste caso a mesma fotografia, pode ser muito boa ou muito má, aos olhos de pessoas diferente. Por isso, a definição de fotografia perfeita varia de fotógrafo para fotógrafo.
Questionado sobre o que é, para si, uma boa fotografia, Tiago Matos disse que “mais do que atingir a foto tecnicamente perfeita, valorizo mais a energia e o significado que uma foto consegue transmitir e também que as pessoas sintam algo ao observá-la”. Já sobre que trabalhos gostaria de fazer no futuro, Tiago foi bem claro: “tenho uma enorme vontade de fotografar os meus artistas e bandas favoritas. Sei que é um objectivo difícil, mas vou continuar a tentar melhorar e tentar chegar lá um dia”.
Frederico Figueiredo

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