Edit Template

Infra-estrutura espacial operada pela Força Aérea ganha dois satélites para reforçar cobertura dos Açores e Madeira

Portugal vai reforçar a sua capacidade de monitorização marítima e observação da Terra com a aquisição de mais dois satélites de alta resolução, no âmbito da Constelação do Atlântico, uma infra-estrutura espacial operada pela Força Aérea Portuguesa e apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Segundo a nota publicada no “Recuperar Portugal” (site dedicado ao PRR), a aquisição foi realizada pelo CTI Aeroespacial, estrutura que integra a Força Aérea Portuguesa, o CEiiA e a Geosat.
Assim, passa para quatro o número total de satélites da constelação, após o lançamento dos dois primeiros equipamentos durante o primeiro semestre de 2026.
Os novos satélites utilizam tecnologia SAR (Radar de Abertura Sintética), que permite captar imagens de elevada resolução em qualquer condição meteorológica e independentemente da luminosidade, assegurando uma monitorização contínua do território e do espaço marítimo nacional.
“Esta capacidade reforça a vigilância do Atlântico e da Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz a situações de emergência, fenómenos naturais extremos, monitorização ambiental e apoio à segurança marítima”, explica o comunicado.
Os equipamentos serão colocados numa órbita especialmente concebida para reforçar a cobertura dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, aumentando a frequência e a qualidade da observação destas regiões estratégicas para Portugal.
Segundo a Força Aérea Portuguesa, este investimento “contribui para o desenvolvimento de capacidades espaciais nacionais e para o reforço da autonomia tecnológica do país, colocando Portugal na linha da frente da utilização de tecnologias avançadas de observação da Terra”.
“Através do PRR, Portugal continua a investir em infra-estruturas e tecnologias de elevado valor estratégico, capazes de apoiar a transformação digital, a gestão sustentável dos recursos e a protecção do território, gerando benefícios para os cidadãos, para a economia e para a capacidade de resposta do Estado a desafios futuros”, finaliza a nota.

Edit Template
Notícias Recentes
Lusitânia em busca da terceira vitória consecutiva
Instituições do sector social da Maia apostam na qualificação dos seus quadros para melhor servirem
José Manuel Bolieiro destaca importância da transição digital e da inteligência artificial para a “eficiência e transparência”
Lagoa recebeu dirigentes associativos das comunidades portuguesas
Rússia ordena apreensão de activos russos de mais cinco empresas europeias
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores