Edit Template

“O Pacto Europeu para o Oceano não pode deixar os pescadores para trás”, diz Franqueira Rodrigues

O deputado e Coordenador dos socialistas europeus na Comissão das Pescas, André Franqueira Rodrigues em comunicado diz que defendeu, no Parlamento Europeu, que o Pacto Europeu para o Oceano deixe de ser uma declaração de intenções e passe a produzir resultados concretos para as comunidades piscatórias europeias.
Numa troca de pontos de vista com o Comissário Europeu para as Pescas e Oceanos, Costas Kadis, sobre o primeiro ano de implementação do Pacto, Franqueira Rodrigues reconheceu os progressos já alcançados – como a ractificação do Tratado do Alto Mar ou o lançamento do sistema OceanEye – mas foi claro: a ambição, por si só, não basta.
“O Pacto Europeu para o Oceano tem um potencial verdadeiramente transformador. Mas a ambição tem agora de se traduzir em resultados concretos e os pescadores não podem ser deixados para trás”, afirmou, citado no documento.
De acordo com informação disponibilizada, o eurodeputado socialista recordou que a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, realizada em Nice no ano passado, enviou um forte sinal político e que esse sinal exige agora medidas legislativas e financeiras à altura, não apenas discursos.
Franqueira Rodrigues interpelou o Comissário a assegurar que o Pacto não é construído contra os pescadores. “Não se protege o oceano dos pescadores. Protege-se o oceano com os pescadores”, sublinhou, defendendo o papel insubstituível do sector na preservação dos recursos marinhos.
O deputado açoriano apresentou ainda quatro exigências para a próxima fase de implementação do Pacto, a saber: Um calendário claro e vinculativo para os instrumentos legislativos previstos, com previsibilidade e segurança regulatória para o sector; Pescas artesanais e costeiras no centro da implementação, reconhecendo estas comunidades como guardiãs dos ecossistemas marinhos; Coerência total com a Política Comum das Pescas, pondo fim a abordagens paralelas e desconectadas que geram incerteza no terreno; e, Financiamento à altura dos objectivos, para conservação marinha, investigação científica, pesca sustentável e recuperação dos ecossistemas.
Franqueira Rodrigues, na mesma nota, garantiu que a Comissão das Pescas do Parlamento Europeu continuará a acompanhar de perto a execução destes compromissos junto da Comissão Europeia.
A Comissão das Pescas será um parceiro construtivo, mas exigente, na construção de uma política europeia para o oceano que combine sustentabilidade ambiental, coesão territorial e futuro para as comunidades piscatórias”, concluiu, ainda citado. NC

Edit Template
Notícias Recentes
Campanha “Viajar sem pressa” alerta para os riscos da velocidade excessiva para evitar sinistralidade
“A vocação de servir o público exige a capacidade de colocar o outro em primeiro lugar”, afirma Rúben Correia
73,6% da população está satisfeita com a vida que tem numa altura em que se fala tanto em saúde mental
Triste figura dos Sub-23 do Santa Clara
Três equipas com pontuação máxima
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores