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Excesso de peso afecta cerca de 128.931 residentes nos Açores num cenário onde apenas 70.747 pessoas estão dentro dos índices normais

O Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) divulgou os resultados do Inquérito Nacional de Saúde relativos ao ano de 2025. O relatório apresenta um retrato detalhado sobre o bem-estar dos açorianos, destacando indicadores fundamentais como os hábitos de consumo de tabaco e álcool, a percepção da saúde oral e a prevalência de doenças crónicas na Região, bem como os dados sobre a obesidade no território.

Adultos açorianos estavam com
problemas de excesso de peso

Os dados do Inquérito Nacional de Saúde (INS), apurados pelo INE no quarto trimestre de 2025, revelam que a maioria da população adulta dos Açores sofria de problemas de peso nesse período. Concretamente, cerca de 70.747 habitantes tinham um peso considerado normal, o que correspondia a 34,9% da população com 18 ou mais anos. Em contrapartida, cerca de 128.931 indivíduos encontravam-se na categoria de excesso de peso ou obesidade (63,7%), apresentando um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25 kg/m².
Na Região, no que toca aos detalhes, a pré-obesidade (IMC entre 25 e 29 kg/m²) afectava 75.132 adultos (37,1%), ao passo que a obesidade (IMC igual ou superior a 30 kg/m²) atingia 53.799 pessoas com 18 ou mais anos (26,6%).

Cerca de 165.397 pessoas
não fumavam em 2025

No mesmo período, um universo de 165.397 residentes no arquipélago (78,7%), com idade igual ou superior a 15 anos, não tinha o hábito de fumar. Dentro deste grupo, 120.673 pessoas nunca tinham experimentado tabaco (57,4%) e 44.724 eram ex-fumadores (21,3%).
No que toca à população fumadora com 15 ou mais anos, o território registava 40.914 pessoas (o equivalente a 19,5%), sendo que, desse valor, o consumo diário de tabaco abrangia a quase totalidade, afectando 38.061 moradores (18,1%).

21.887 habitantes
consumiam álcool diariamente

Nos 12 meses que antecederam a entrevista, cerca de 132.051 residentes, com idade igual ou superior a 15 anos, consumiram bebidas alcoólicas, o que representa 62,8% da população nessa faixa etária. Dentro deste grupo, 21.887 indivíduos admitiram o consumo diário de álcool (10,4%), 35.858 consumiam semanalmente (17,1%), 40.211 faziam-no mensalmente (19,1%) e 34.095 consumiam de forma ocasional (16,2%).
Em sentido inverso, 18.510 pessoas indicaram não ter consumido qualquer bebida alcoólica nos 12 meses anteriores à entrevista (8,8%), enquanto 54.750 afirmaram nunca ter ingerido (26%).

121.304 pessoas avaliam a sua
saúde oral como boa ou muito boa

Os principais resultados do INS indicam ainda que um total de 121.304 locais com 15 ou mais anos (57,7%) avaliava o seu estado de saúde oral como bom ou muito bom. Por outro lado, 20.596 pessoas (9,8%) classificaram a sua própria saúde oral como má ou muito má, sendo que 66.246 (31,5%) a consideravam razoável.
Doenças crónicas
afectam 73.375 açorianos

As dores lombares lideraram a lista de doenças crónicas mais reportadas pela população dos Açores com 15 ou mais anos, afectando 73.375 pessoas (34,9%). O levantamento aponta ainda para números expressivos noutras patologias, tais como a hipertensão arterial, com 59.211 pessoas (28,2%), e o colesterol elevado, com 56.677 indivíduos (27%).
Adicionalmente, as dores cervicais ou problemas crónicos no pescoço foram mencionados por 49.167 residentes (23,4%), seguidos pela artrose, que registava 38. 558 casos (18,3%), e pelas alergias, que abrangiam 37.179 cidadãos (17,7%).
O relatório revela ainda que a depressão afectava 32.476 açorianos (15,5%), seguida de perto pela diabetes, com 26.235 casos registados (12,5%). No campo de outras patologias, a incontinência urinária surgia com 16.686 queixas (7,9%), a asma afectava 15.796 pessoas (7,5%) e a bronquite crónica (incluindo doença pulmonar obstrutiva crónica ou enfisema) somava 11.615 indivíduos (5,5%).
No extremo oposto, as doenças com menor prevalência associada foram os problemas renais, com 10.117 casos (4,8%), a doença coronária ou angina de peito, com 8.557 pessoas (4,1%), e o cancro ou em tratamentos oncológicos, com 6.041 casos (2,9%). Fecham a lista o acidente vascular cerebral (AVC) e respectivas sequelas, com 4.526 pessoas (2,2%), e o enfarte do miocárdio, que afectou cerca de 4.504 residentes (2,1%).
Diogo Simões Pires

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