Edit Template

Papa se solidariza com vítimas do terremoto na Venezuela e encoraja à solidariedade

O Papa expressou esse mesmo sentimento em nome também “de todo o Colégio Cardinalício” à população vítima da tragédia ocorrida Quarta-feira passada. O Pontífice confiou ao Senhor todos aqueles que estão empenhados nos trabalhos de socorro, pedindo a solidariedade da comunidade internacional.

Pedido de oração

Por sua vez, o presidente da Cáritas Venezuelana, dom José Luis Azuaje Ayala, lançou um apelo através do Vatican News: “Pedimos a todos que rezem por este país, por todos aqueles que sofrem e também por aqueles que estão prestando socorro”. O arcebispo insistiu sobre a necessidade de acelerar as buscas por aqueles que ainda possam estar presos sob os escombros. Para ele, é necessário também realizar uma avaliação imediata de todas as infra-estruturas que possam desabar em consequência dos numerosos e intensos tremores secundários, organizando “um esforço conjunto entre as diversas agências estatais e a sociedade civil para ajudar a minimizar as consequências desta tragédia”.
Quarta-feira passada, dois terremotos gémeos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, atingiram o centro e o nordeste da Venezuela. Os últimos dados oficiais indicam pelo menos 1400 mortos, mais de três mil feridos e mais de 50 mil desaparecidos. Esses números, provisório, podem aumentar consideravelmente. O governo venezuelano declarou estado de emergência nacional no Distrito da Capital e nos estados de La Guaira, Falcón, Carabobo, Yaracuy, Aragua, Miranda, Trujillo e Lara. No entanto, a situação mais grave é registrada em La Guaira, a poucos quilómetros da capital, sede do principal porto e aeroporto do país.
No momento, explicou o arcebispo Azuaje, metropolita de Maracaibo – uma região que não foi directamente atingida pelo terremoto –, ainda se está avaliando a extensão dos danos materiais e humanos, especialmente nas infra-estruturas das habitações localizadas nas áreas mais afectadas, em algumas partes de Caracas e, sobretudo, ao longo da costa central da Venezuela, onde os danos foram maiores e a actividade sísmica mais intensa.
“Muitas pessoas estão desaparecidas; acredita-se que ainda estejam soterradas sob os escombros de vários edifícios”, lamenta Azuaje, precisando que não foram apenas edifícios residenciais que desabaram, mas também hotéis, centros de lazer e estabelecimentos comerciais: “As autoridades continuam avaliando a situação, sobretudo no que diz respeito à busca por pessoas soterradas e presas”.

Desabrigados

O arcebispo confirma ainda que milhares de pessoas estão em praças ou áreas abertas, temendo réplicas que possam causar o desabamento de outras infra-estruturas e edifícios já gravemente danificados. Ele também expressa preocupação com a situação crítica das redes eléctrica e de distribuição de água potável, que já estavam em crise e agora, em algumas áreas, entraram em colapso total.
Enquanto isso, nas diversas dioceses, estão sendo organizados centros de acolhimento por meio da rede da Cáritas e de outras organizações. Também estão sendo identificados locais onde as pessoas que perderam suas casas possam encontrar abrigo, pois, acrescenta o presidente da Cáritas Venezuelana, “essa situação ainda vai durar muito tempo”. Estima-se que mais de 70.000 famílias tenham ficado desabrigadas somente no estado de La Guaira.

Hospitais em crise

O arcebispo destaca ainda a grave situação de alguns hospitais que ficaram danificados: “Os médicos e profissionais de saúde estão dando o máximo, sobretudo para atender aos feridos e às muitas pessoas que chegam com colapsos nervosos e com todas as consequências provocadas pelos dois terremotos simultâneos”.
Dom Azuaje define, então, as prioridades: prestar socorro aos feridos; continuar procurando possíveis sobreviventes; as infra-estruturas vulneráveis aos tremores secundários e coordenar os esforços entre os diversos órgãos governamentais e a sociedade civil para “trabalhar em conjunto com o objectivo de minimizar as consequências dessa tragédia”.
A Cáritas Venezuelana, acrescenta ele, “estava em acção desde as primeiras horas da manhã, sobretudo nas áreas mais atingidas, com o objectivo principal de auxiliar no resgate das vítimas presas sob os escombros, mas também de procurar os desaparecidos nos diversos locais indicados por parentes ou amigos”.
O estado psicológico, a ansiedade e a incerteza da população, sobretudo diante dos inúmeros tremores secundários de diversa intensidade que ocorreram e continuarão ocorrendo nos próximos dias, também estão entre as principais prioridades da Cáritas Venezuelana, “Como Cáritas e como Igreja Católica – acrescenta o arcebispo venezuelano – estamos tentando ajudar a todos o máximo possível para que possam ter confiança e, sobretudo, para que possam superar essa crise psicológica e emocional que, infelizmente, causa incerteza e muitas outras consequências negativas na vida das pessoas.”

Arrecadações

O presidente da Cáritas Venezuelana, lança, portanto, um apelo a toda a comunidade nacional e internacional para que contribua com a arrecadação de doações em dinheiro, mas também de alimentos não perecíveis, suprimentos médicos, equipamentos de primeiros socorros e tudo o que possa ajudar a enfrentar essas tragédias: “É nisso que estamos trabalhando e, acima de tudo, estamos tentando sensibilizar a sociedade, as empresas privadas e os órgãos governamentais para que todos possam contribuir para resolver a difícil situação que o país está enfrentando

Edit Template
Notícias Recentes
“Não se trata apenas de escolher um destino e reservar um hotel”, afirma o travel designer Hugo Oliveira
A Igreja em todo o mundo reza pela saúde do Papa
Governo dos Açores anuncia reforço da conservação da floresta com pomar de espécies endémicas
Município de Angra do Heroísmo disponibiliza Agenda Conversacional com inteligência artificial
“Vários estudos científicos mostram que aprender através de jogos pode melhorar a aprendizagem, a motivação e o desenvolvimento dos alunos”, afirma Paulo Santos
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores