O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou o módulo de 2025 do Inquérito ao Emprego sobre “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”.
Este documento teve como objectivo a “avaliação do grau de limitação mútua das responsabilidades profissionais e familiares, pretendendo conhecer as estratégias adoptadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação”.
“A promoção do equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar tem assumido crescente relevância na agenda política europeia e nacional, tendo sido incluída nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, onde se define como uma das metas o reconhecimento e a valorização do trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infra-estruturas e políticas de protecção social, bem como a promoção da responsabilidade partilhada dentro do lar e da família”, sublinha o INE.
No respectivo relatório, os Açores aparecem em destaque no que concerne ao usufruto da licença parental.
Segundo o INE, foi questionado à população entre os 18 e os 54 anos se tinham criado (ou estavam a criar) algum filho. Os que responderam positivamente (2.735.700 pessoas) foram questionados sobre se, durante a sua vida profissional, fizeram uso de licença de maternidade/parentalidade, de licença parental alargada a tempo completo ou de outra licença para assistência a filho como estratégia de conciliação do trabalho com a vida familiar.
Do total, 21,1% indicaram nunca ter gozado uma das licenças mencionadas. Esta resposta foi mais comum entre os residentes na Região Autónoma dos Açores (29,1%), homens (28,1%), pessoas dos 45 aos 54 anos (24,2%) e que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico (30,7%).
Considerando a situação profissional actual ou passada, a indicação de nunca terem gozado uma licença parental foi mais referida por inactivos (42,9%), pelos que trabalham ou trabalharam por conta própria (36,6%), no sector primário (41,1%) e, consequentemente, com a profissão de “Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta” (45,3%), seguidos pelo grupo profissional dos “Trabalhadores não qualificados” (32,6%). Entre os actualmente empregados, esta resposta foi mais comum entre os que têm dois ou mais empregos (21,9%).
JHA
