O Presidente da Associação Agrícola, Jorge Rita, esteve reunido com membros da ACRA com com o objectivo de que seja encontrada uma solução para melhorar a questão dos transportes marítimos inter-ilhas, e depois para o exterior, e que esta seja mais económica e fiável. Esta é já uma questão antiga, e que pode, e deve ser melhorada, de modo a que quer os consumidores quer os produtores possam sair beneficiados.
Correio dos Açores – Quais foram as principais conclusões da reunião com a ACRA?
Jorge Rita (Presidente da Associação Agrícola) – Esta foi a primeira abordagem de um pedido de reunião que eles nos fizeram e do que é uma preocupação geral, que todos nos sabemos, que é a questão dos transportes marítimos, dos portos e dos aeroportos, e das implicações que isso tem na nossa economia, tirando claramente competitividade a quem importa e a quem exporta.
Isso tem um reflexo muito negativo. Como tenho dito ao longo dos anos, nos temos o cabaz de compras mais caro do país, porque esta demasiado honorado nos transportes marítimos e até um pouco nos transportes aéreos. É nessa base, e a ACRA sendo uma organização que representa o consumidor, em que o consumidor também é penalizado devido a esta situação, penso que todos nós, em conjunto, podemos fazer um alerta geral, no sentido de que estas nossas preocupações também tenham eco em quem decide, seja na Região, no País ou na União Europeia.
Temos dado muito aos transportes marítimos ao longo dos anos e temos alertado para a possibilidade de ser criado um POSEI ou outro mecanismo de ajudas aos transportes marítimos. Nos transportes aéreos já existe as indemnizações compensatórias e nos transportes marítimos não existe.
A economia faz-se, como é do conhecimento geral, muito mais com os transportes marítimos do que com os aéreos. Este é um foco que temos dado e a ACRA, em defesa do consumidor, também tem esta preocupação, que é uma preocupação conjunta, para o bem da nossa economia.
Que importância pode ter a ACRA para a Associação Agrícola?
A ACRA representa o consumidor e nós, quem produz, temos sempre o foco que a produção chegue ao consumidor. Muitas vezes, como se sabe, e já foi identificado, que se baixa o preço ao produtor e não baixa o preço ao consumidor. Isso devia de ser um alerta a todos.
Falando nas questões do custo acrescido que nós temos na Região Autónoma dos Açores derivado aos transportes, penso que a ACRA tem interesse, porque defende o consumidor, a Federação tem interesse, porque defende o sector agrícola que é um sector de grande capacidade exportadora e também com algumas importações, e temos a Câmara de Comércio, que representa a parte industrial e as outras áreas comerciais. Na prática, é importante que todos nós tenhamos a consciência que algo terá de ser feito, nos próximos tempos, em relação aos transportes e ao custo dos mesmos para a Região Autónoma dos Açores. Estamos a falar dos transportes marítimos, estendendo, também, a questão aos transportes aéreos, à ineficiência de alguns aeroportos, em várias ilhas.
É importante chamar-se à atenção, e se for mais um organismo que possa chamar à atenção em relação à defesa do consumidor para que se possa ter produtos mais acessíveis, e a melhores preços, é legitimo.
A ACRA pode ter um papel mais activo colaborando com a Federação?
A ACRA, tal como a Câmara de Comércio, pode colaborar com a Associação Agrícola na defesa do consumidor. E quais são as metodologias que nos temos para que isto possa suceder? Se eliminarmos as ineficiências que existem nos custos de transporte que existem da Câmara para o Honorato. Estamos a falar de transportes, combustíveis, e de muitas outras situações. É neste sentido que a ACRA tem um papel importante na defesa do consumidor e a Associação com os seus parceiros, cada um na sua área.
O que entendemos para a RAA é que o que interessa a todos nós, é que todos tenham rendimento e dignidade para viver numa Região que é a melhor do país e do mundo para se viver.
O consumidor pode estar confiante nos produtos que estão no mercado?
O consumidor, baseado no que são as nossas produções nacionais e regionais, sabe que tem segurança total e absoluta na qualidade dos nossos produtos. Até porque existe a fiscalização, e quer a nível do leite, quer a nível da carne, quer ao nível das outras produções, no que diz respeito à produção regional, no que é a segurança alimentar e sustentabilidade, uma vez que também é uma das nossas grandes preocupações, a segurança está assegurada.
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