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Celebrações marcantes!

1. 50 anos. Não nos deixemos amarfanhar pelas inúmeras celebrações e efemérides porque, no caso, torna-se necessário destrinçar o que valeu a pena, o que se destaca no percurso histórico do povo, da razão e causa do acontecimento e da motivação e adesão do povo, sem o qual acaba-se por pregar aos peixinhos como o fez o padroeiro de Lisboa , Santo António.
A celebração dos 50 anos da Autonomia acabou por se revelar em momentos históricos onde se fez memória de um facto que mudou a vida do povo das nossas 9 ilhas, encurralados no meio do Atlântico, durante séculos, como ILHAS ADJACENTES severamente subjugadas ao PODER DO ESTADO CENTRALISTA DE LISBOA. Valeu muito a pena celebrar com pompa e circunstância a conquista da AUTONOMIA, e dos seus legítimos fundadores, alguns deles ainda no nosso convívio, como é o caso de MOTA AMARAL, REIS LEITE, NATALINO VIVEIROS e PACHECO DE ALMEIDA, de entre muitos outros. Desde logo porque desafogou o Arquipélago e proporcionou o seu pujante desenvolvimento em todas as áreas e em todos os setores, nunca esquecendo nenhuma das ilhas, até porque os cidadãos começaram a participar ativamente na solução dos seus problemas e na definição das suas prioridades. E as obras de vulto, em portos e aeroportos, em Escolas e Hospitais e em Centros de Saúde, em estradas e abastecimento de água, na melhoria das Comunicações e transportes e nos diversos Serviços Sociais e Cívicos, tudo isso é um manancial que a história não apaga mas que é preciso explicar às novas gerações que não se apercebem da mudança radical operada nestas ilhas e da qualidade de vida que se atingiu. Vale a pena celebrar esta empolgante história que só os mais velhos conseguem avaliar na sua verdadeira dimensão!

2. Relembrar. Sim, porque alguns dos protagonistas desta conquista democrática, terão sido relegados para o patamar dos esquecidos da história e foram muitos. Ainda estamos a tempo de acertar o passo e também celebrar, em verdadeira festa com avultada participação do povo, num momento de esfuziante alegria e convívio que possa marcar a história da AUTONOMIA em todas as ilhas da nossa REGIÃO ! Deixando bem vincadas as marcas indeléveis do nosso desenvolvimento histórico, sem discursos enfadonhos, com repetidas palavras, sem mensagem nem sumo que se aproveite ! Mãos à obra !

3. 600 anos. Vai ser preparada, ao que parece, com todo o requinte e organização a importante efeméride que assinala, no próximo ano, os 600 anos da chegada às nossas ilhas com realce para Santa Maria, onde primeiro aportaram os navegantes. Um acontecimento histórico que deve marcar o nosso percurso ilhéu e a vivência da nossa gente destemida e afoita que escreveu com suor e lágrimas, com devoção e fé as mais sublimes páginas da INSULARIDADE. Mas não compliquem a organização com estruturas desnecessárias e pesadas que só vão criar polémica !
Simplifiquem as coisas e não ponham na Estrutura Secretários do Governo para não politizar a organização e a efeméride! Há gente na Universidade, nas Escolas e nas Instituições que podem muito bem contribuir para a dignificação desta data que marca a nossa história de povo ilhéu! E que se aproveite este assinalável momento para alargar o conhecimento das pessoas interessadas, na história insular, na cultura, nas tradições, nas memórias que nunca esqueceram e nos registos que se foram destacando por estas ilhas fora!

4. Capital. A CAPITAL PORTUGUESA DA CULTURA, para cumprimento do seu programa, recebeu do Município de PDL um reforço de financiamento de 2 milhões de euros e já somam mais de cinco milhões de várias proveniências. A COMISSÁRIA KÁTIA GUERREIRO apresentou no Coliseu Micaelense o relatório das ações já realizadas e outras já programadas num total de 252 ações com a presença de 58 mil espectadores. Registei com agrado ações no campo da Gastronomia, da Arte e do Património essenciais para valorizar esta efeméride. Mas é fundamental para enriquecer o programa que haja ações e atividades que sejam dirigidas à população, de preferência ao ar livre, com música do agrado geral e com barraquinhas tão apreciadas e que possibilitam o convívio e a qualidade de vida com momentos de lazer e de boa disposição. E com boa acessibilidade e estacionamento.
Para que não se diga que é tudo para convidados e músicos bem remunerados e para elites com outras tendências e gostos ! E já agora, parece haver um défice de publicidade do que se faz e, por isso, convinha que se alargasse rapidamente a difusão de painéis e cartazes com arte e visibilidade, e em parceria com o Governo, se destacasse em todos os jornais, na rádio e na televisão a programação das ações previstas em cada semana.

5. RG. O novo presidente da Câmara da Ribeira Grande, Jaime Vieira, anunciou investimentos nos 44 anos do aniversário da nova cidade nortenha. Enumerou que a habitação é a grande prioridade e que a Edilidade vai lançar o programa “ Investir Ribeira Grande 2030 “e a criação do “Balcão do investidor“ e querem implementar “ uma verdadeira Via Verde do Licenciamento , garantindo um acompanhamento mais próximo e uma tramitação mais rápida“.
Uma promessa que pela sua relevância convém acompanhar e que fará da R.Grande pioneira na simplificação da burocracia, uma das mais sérias lutas da nossa Região. Pela notícia veiculada só não se soube como e quando vai arrancar a continuação da via marítima daquela bonita cidade que inclui a requalificação das praias da orla marítima até Santa Bárbara.

6. Chega. Este partido vai estar reunido este fim de semana para renovar os seus dirigentes e José Pacheco apresenta a sua candidatura para liderar aquele Partido nos Açores. José Macedo Bernardo encabeça a lista da Mesa Distrital do Chega. Ou será que se esqueceram que nos Açores os Distritos já desapareceram com a nossa AUTONOMIA ?

Nos primeiros dias de Julho de 2026
Por: Eduardo de Medeiros

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