O Presidente do PS/Açores, Francisco César, manifestou preocupação com a “falta de resposta aos principais problemas do Faial”, defendendo a necessidade de reforçar as acessibilidades, planear investimentos estruturantes e garantir uma melhor manutenção das infra-estruturas da ilha.
Segundo a nota de imprensa divulgada, as declarações foram feitas à margem de uma reunião com a Mesa do Conselho de Ilha do Faial, a primeira de uma ronda que Francisco César irá realizar pelos Conselhos de Ilha de todas as ilhas dos Açores, com o objectivo de ouvir as forças vivas de cada território e integrar os seus contributos na preparação do programa de um futuro Governo do Partido Socialista.
Francisco César lamentou, contudo, que “muitos dos problemas identificados continuem por resolver há vários anos”.
“O que me entristece é perceber que, passados tantos anos, as reivindicações continuam a ser as mesmas. Não porque os Conselhos de Ilha gostem de repetir os mesmos assuntos, mas porque os problemas continuam sem resposta”, afirmou.
No caso do Faial, apontou como prioridades o reforço das acessibilidades aéreas, defendendo uma oferta de voos compatível com as necessidades da ilha, lembrando que “se no passado já existiram 14 ligações semanais, não faz sentido que hoje haja menos ligações quando isso prejudica residentes, empresas e o turismo”.
O Presidente do PS/Açores considerou igualmente urgente avançar com o processo de ampliação da pista do Aeroporto da Horta, insistir junto do Governo da República para garantir o respectivo financiamento e exigir à ANA o cumprimento das obrigações decorrentes da concessão. Defendeu ainda que a Região deve preparar, desde já, um projecto para a modernização do Porto da Horta, de forma a estar pronta para aproveitar futuras oportunidades de financiamento, bem como criar uma solução estável para o transporte aéreo de carga.
Segundo o Presidente do PS/Açores, a ronda pelos Conselhos de Ilha permitirá construir um programa de governo “com soluções concretas para cada ilha”, assente na proximidade, no planeamento e na capacidade de execução, para responder aos desafios específicos de cada território açoriano.
