Meus Queridos! O primeiro-ministro Luís Montenegro andou de “Herodes” para “Pilatos” durante a semana passada e no inicio da segunda… O Primeiro-ministro lá esteve presente no jogo entre Portugal e a Espanha, e precisou depois… ser transportado em dois aviões Falcon 50 F-16 M da Força Aérea Portuguesa entre a América, e o Canadá, para depois regressar à Europa para participar na Reunião da NATO, que era uma reunião importante para o futuro da Europa, tendo em conta que o Presidente Trump está às “aranhas” para resolver os problemas que continuam a existir entre a América e o Irão… ou seja, sabe-se como está agora a relação entre Iranianos e Americanos, mas o Primeiro-ministro Montenegro, veio a público afirmar Quarta-feira que há uma “unidade absoluta” na NATO quanto ao funcionamento e objectivos da Aliança, frisando que não houve “nenhuma querela” ou divergência durante a Cimeira dos líderes, numa alusão que se aplica à forma de lidar com Trump, que publicamente veio dizer que vai cortar relações com a Espanha e insiste que quer ser dono da “Gronelândia”… trata-se de uma “fobia”que leva Trump a uma vergonhosa teimosia… Enquanto isso Portugal e mais 11 países comprometem-se a reforçar a segurança marítima da NATO, enquanto a Espanha responde às ameaças vergonhosas de Trump” com calma, e a Hungria diz que não enviará tropas ou armas para a Ucrânia mas mantém ajuda à Ucrânia. Entretanto o Chanceler alemão nega qualquer possibilidade da Rússia vencer a guerra… Depois da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, em Ancara, o Primeiro-ministro Luís Montenegro veio a público afirmar que, durante a reunião, “foi confirmada a unidade entre toda a Aliança” que constituiu a “força do laço transatlântico”.
Meus Queridos! Falando de política e depois da demissão do Primeiro-ministro Inglês, foi chegada a hora do líder populista que foi o causador da Inglaterra ter abdicado da sua pertença à União Europeia, e que se chama Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK, que veio dizer que a sua demissão é “um acto de protesto contra o sistema”, garantindo que vai lutar pela sua reeleição, Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK, e que anunciou esta Terça-feira que vai renunciar ao cargo de parlamentar para disputar uma nova eleição local “contra o sistema”. Mas pelos vistos Nigel Farage renuncia ao cargo de membro do parlamento devido a uma polémica relacionada com doações financeiras, coisa que também acontece noutros partidos como foi o caso no Partido Socialista e do Chega em Portugal, casos em Portugal que ainda se aguarda decisões judiciais em ambos os casos relacionados com doações financeiras e sem destino certo… Ricos convêm que os partidos políticos em Portugal sigam a evolução das políticas assim como as acções que depois levam os partidos a cobrirem-se com um manto que vai desde o protesto próprio dos partidos e dos mandantes partidários… que usam o próprio partido para protestarem contra o sistema que o mesmo partido usa. Tenham dó e vergonha perante os cidadãos que por esta e por outras deixam de acreditar nos partidos e nos políticos!
Ricos! Depois da política vamos à festa e há muito para contar, começando por Ponta Delgada e acabando depois na cidade da Ribeira Grande… Isto é, depois das últimas notas do Festival de Música no Colégio um conjunto de amigos fomos dar uma voltinha pelos ares da cidade e o povo começava a rumar à caminha, a festa não acabou ali…. isto porque mal o último aplauso se calou, entrou em cena uma outra famosa “Orquestra Sinfónica” que era a desmontagem, da cena e dos cenários… composta por coralistas de voz afinada e braços de estivador. Foi um ver se te avias: limpeza do palco, cadeiras para um lado, passadeiras vermelhas para o outro, cancelas às costas, e muita tralha que parecia que estavam a desmontar o arraial do Espírito Santo. Era uma “fona” das antigas, e tudo isso porque, na Segunda-feira, a praça tinha de acordar limpinha e com cara de que nada ali se tivesse passado. Até há quem visse dois ou três convidados que se juntaram a ajudar a arrumar as cadeiras, e um deles, imagine-se, o director do Museu Carlos Machado, e também um prestante causídico da nossa praça, o Advogado Pedro Gomes. Segundo me contou a minha amiga Esperança, que ouviu o festival do sótão da sua janela da sua água furtada, na Rua dos Foros, a empreitada só terminou lá para as duas da madrugada. E, convenhamos, depois de tanta ginástica, até as cordas vocais já pediam reforma. Mas “como barriga vazia não carrega cadeiras”, uma alminha seguiu para uma padaria ali perto, e foi então que aconteceu um dos momentos “altos do festival”… fora do programa oficial… Pão quentinho acabado de sair do forno, manteiga a escorrer, queijo a sorrir, um belo pé de torresmo e umas cervejinhas frescas que vieram mesmo a calhar e a fazer as honras da mesa. Aquilo não era uma ceia… era um congresso internacional da “fome negra”, que mais parecia um festim dos deuses do Olimpo… Já de barriga composta e pernas mais tortas do que um saca-rolhas, cada um foi finalmente para a sua cama, sabendo porém, que o descanso tinha prazo de validade…. No dia seguinte havia nova missão: devolver todos os adereços da decoração que tão lindamente vestiu o palco. Alguidares, molhos de palha, maçarocas de milho e uma colecção de “tarecos” que só visto… Até uma famosa roda de fiar linho, um fuso de cardas e uma dobadoura que foram numa excursão até à Lombinha da Maia. Vai daqui um beijinho bem repenicado para a Sónia Penela, Presidente do Coral de São José, pela extraordinária organização e pelo concerto de luxo oferecido à nossa cidade…. Outro beijinho muito especial para o Maestro Luís Carreiro, Director Artístico, que, juntamente com toda a equipa e os coralistas, mostrou que um grande festival não se faz apenas de vozes afinadas: faz-se de suor, boa vontade, espírito de equipa… e, pelos vistos, de muito pão quente com manteiga, queijo e pé de torresmo.
Ricos: A minha prima Geraldina veio de propósito do Canadá, atravessou meio mundo para conhecer a famosa Feira Quinhentista da Ribeira Grande. Coitada… julgava que vinha ver História e acabou foi a estudar a arte de sobreviver no meio da multidão. Mal descemos a minha Rua Gonçalo Bezerra, demos de caras com o largo da Câmara tão apinhado que até o ar parecia ter bilhete de entrada. O tema era “Açores sob o domínio espanhol”, com artesãos de bens alimentares e bebidas, mercadores, místicos, negociantes, tendas de artesanato, taberneiros, muita música medieval e procissões onde os camaristas e os seus convidados desfilavam trajados como se fossem príncipes e princesas acabados de sair de um castelo. Agora digo-vos uma coisa, onde há comes e bebes, aparece mais povo do que nas tradicionais procissões do Verão. Para uma bifana, uma mal assada ou um copo de vinho, ninguém precisa de convite. O milagre da multiplicação faz-se é à volta das barracas. A Geraldina ainda perguntou se aquilo era uma recriação histórica ou um campeonato regional de filas. Eu disse-lhe que era um bocadinho de tudo: uns vendiam, outros compravam, uns tocavam, outros dançavam, e a maioria passeava de copo na mão à procura da próxima iguaria. No fim, a minha prima canadiana confessou-me que nunca pensara encontrar tanta animação nos Açores, pelo que lhe respondi que nós levamos a História muito a sério, principalmente quando vem acompanhada de boa comida, boa bebida e muita festa. Pelos vistos, a autarquia nestes últimos anos tem apostado mais nestes festivais do que em cultura. “Pois alevá”, como dizia o saudoso Vítor Cruz, pai.