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Governo dos Açores reforça aposta nas Escolas de Infantes e Cadetes com formação de instrutores inédita na Região, sublinha Alonso Miguel

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, através do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), promoveu a realização de um Curso de Instrutor de Escola de Infantes e Cadetes (EIC), em parceria com a Escola Nacional de Bombeiros (ENB), que se realiza pela primeira vez nos Açores.
A formação decorreu entre 9 e 11 de Julho, no Quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, em São Miguel, sendo assegurada por quatro formadores da ENB e reunindo 17 formandos, incluindo um elemento do SRPCBA e elementos de vários corpos de bombeiros da Região.
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, com a tutela da Protecção Civil nos Açores, Alonso Miguel, acompanhou os trabalhos, afirmando que “o curso tem como objectivo reforçar a qualificação pedagógica, técnica e cívica dos responsáveis pelo acompanhamento das crianças e jovens que integram estas escolas”.
O governante, citado no portal do Governo, destacou que a realização desta formação “constitui um marco importante para a consolidação das Escolas de Infantes e Cadetes nos Açores, reforçando a capacidade dos corpos de bombeiros para desenvolverem um trabalho estruturado, seguro e pedagogicamente adequado junto das novas gerações”.
Durante a visita, Alonso Miguel, que esteve acompanhado pelo Presidente do SRPCBA, Rui Andrade, sublinhou que esta formação constitui “mais um contributo relevante para a estratégia de consolidação e expansão das Escolas de Infantes e Cadetes, num momento de forte crescimento do projecto”.
“Em 2023 existiam sete Escolas de Infantes e Cadetes activas e 167 crianças e jovens inscritos. Actualmente, a Região conta com 11 escolas activas e 304 participantes. Ou seja, em menos de três anos, verificou-se um crescimento muito significativo, superior a 57% no número de escolas e a 82% no número de inscritos”, afirmou, referindo que esta evolução demonstra que “a aposta do Governo dos Açores nas Escolas de Infantes e Cadetes está a produzir resultados concretos, aproximando as crianças e jovens dos bombeiros, da protecção civil e do voluntariado”.
Alonso Miguel lembrou que o Governo Regional aprovou o Regulamento de Apoio à Constituição e Dinamização das Escolas de Infantes e Cadetes, “um instrumento pioneiro e inovador a nível nacional”, que prevê, entre outras medidas, um apoio anual de 40 euros por cada Infante ou Cadete, destinado à comparticipação do fardamento, e um apoio anual de 300 euros por escola para a dinamização do respetcivo plano de actividades.
“Este apoio permitiu criar melhores condições para a abertura, funcionamento e valorização destas escolas. O nosso objectivo é continuar a consolidar e expandir este projecto, assegurando maior participação, melhor formação e uma ligação cada vez mais forte entre os corpos de bombeiros e as comunidades que servem”, afirmou, realçando que “o reforço destas escolas tem sido concretizado em estreita colaboração com a Federação de Bombeiros da Região Autónoma dos Açores e com as associações humanitárias de bombeiros voluntários da Região, num trabalho conjunto orientado para a consolidação, dinamização e expansão do projecto em toda a Região”.
O Secretário Regional acrescentou que “as Escolas de Infantes e Cadetes desempenham um papel fundamental na promoção dos valores da cidadania, da protecção civil e do serviço à comunidade, sendo estratégicas para aproximar as crianças e os jovens dos bombeiros e para contribuir para a futura renovação e sustentabilidade desta actividade”.
“Investir nas Escolas de Infantes e Cadetes é investir no futuro dos bombeiros e no futuro do sistema regional de protecção civil, bem como na transmissão de valores como disciplina, responsabilidade, espírito de equipa, solidariedade e disponibilidade para servir”, vincou.
As EIC destinam-se a duas faixas etárias: Infantes, entre os seis e os 13 anos, com formação orientada para valores de cidadania, primeiros socorros e noções básicas de protecção civil; e Cadetes, entre os 14 e os 16 anos, que têm acesso a conteúdos mais avançados, incluindo matérias relacionadas com combate a incêndios, salvamento e outras actividades operacionais.
Actualmente, existem 11 Escolas de Infantes e Cadetes nos Açores, nomeadamente nos corpos de bombeiros de Santa Maria, Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste, Praia da Vitória, Calheta, São Roque do Pico, Faial e Santa Cruz das Flores.
Alonso Miguel agradeceu ainda à Escola Nacional de Bombeiros “a disponibilidade demonstrada para assegurar esta formação, ao SRPCBA a iniciativa e o empenho na dinamização do projecto e aos formandos a adesão ao curso e, sobretudo, pelo trabalho realizado no âmbito do funcionamento das Escolas de Infantes e Cadetes dos Açores. O governante, segundo a mesma nota divulgada, concluiu, deixando um apelo às famílias “para que incentivem as crianças e os jovens a conhecer e integrar as Escolas de Infantes e Cadetes”, sublinhando que “a protecção civil também se constrói através da educação, da proximidade e do envolvimento das novas gerações”.

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