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CHEGA quer respostas do governo sobre falta de vagas nos CATL

Tem sido um tema recorrente, com várias denúncias transmitidas aos deputados do CHEGA: há pais e encarregados de educação que ano após ano não conseguem vagas nos Centros de Actividades de Tempos Livres (CATL) da Região, mesmo procurando atempadamente um lugar e engrossando as listas de espera.
Uma realidade que coloca em causa a conciliação entre a vida profissional e familiar, obrigando muitos pais a recorrer a familiares, a reduzir horários de trabalho ou, em alguns casos, a abdicar da sua actividade profissional por falta de uma solução para os filhos.
Para obter respostas acerca desta realidade, os deputados do CHEGA Açores enviaram um requerimento à Assembleia Legislativa Regional questionando sobre o número de CATL existentes, a sua capacidade por concelho e por ilha, o número de crianças actualmente em lista de espera bem como as localidades onde a falta de vagas é mais grave.
No requerimento, os parlamentares questionam também os investimentos realizados nos últimos anos e as medidas previstas para aumentar a oferta desta resposta social. Os parlamentares questionam se o Governo Regional considera adequado o financiamento atribuído às instituições que gerem os CATL e se o executivo estará disposto a alterar esse mesmo financiamento.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, “os CATL desempenham uma função social essencial. Para além de garantirem um espaço seguro para as crianças depois do horário escolar, proporcionam apoio educativo, actividades de desenvolvimento pessoal e um importante suporte às famílias. É preciso ver que, quando não existem locais onde os pais possam deixar os filhos depois das aulas, é toda a organização familiar que fica comprometida”.
É necessário garantir respostas suficientes para esta realidade, principalmente quando estão em causa famílias que trabalham e que, muitas vezes, têm de reduzir o horário de trabalho para poderem acompanhar os filhos. “As famílias não podem continuar a ser penalizadas pela falta de planeamento das políticas públicas. Precisamos de dar resposta a estas famílias e aumentar o número de vagas disponíveis. A nossa economia depende disso”, reforçou José Pacheco, citado em nota à imprensa.

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