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João Ribeira do PDLPT lamenta rejeição de proposta para reforçar a transparência na atribuição de habitação municipal

O Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT) em comunicado à imprensa diz que apresentou, através de João Ribeira, na última reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada uma proposta para a implementação de Medidas de Transparência no Acesso à Informação nos Procedimentos de Atribuição de Habitação Municipal, no âmbito do Programa PRR – 1.º Direito. A proposta foi rejeitada, tendo recolhido os votos favoráveis do PDLPT, a abstenção do CHEGA e os votos contra do PSD e do PS.
De acordo com informação disponibilizada, a proposta pretendia reforçar a transparência e o acesso à informação num processo de elevada relevância social, permitindo que os cidadãos acompanhassem de forma clara e atempada todas as fases dos concursos para atribuição de 99 habitações municipais prevendo que o portal institucional do Município passasse a disponibilizar, de forma permanente e actualizada: os avisos de abertura dos concursos, respetivos calendários e prazos; os critérios de elegibilidade, selecção e classificação das candidaturas; as listas provisórias e definitivas, devidamente anonimizadas e em conformidade com o Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados; as deliberações finais da Câmara Municipal relativas à homologação das listas e à atribuição das habitações. O Movimento sublinha no documento que “na prática, PSD e PS optaram por não aprovar uma medida que reforçaria a transparência dos procedimentos, não por impedimento regulamentar, mas por opção política. Esta decisão impede que os cidadãos tenham um acesso mais simples e rápido à informação sobre processos que afectam directamente o seu direito à habitação. Actualmente, muitos candidatos continuam sem conhecer o ponto de situação das suas candidaturas, estando obrigados a deslocar-se presencialmente aos serviços municipais e durante o horário de expediente para obter informação. Esta realidade dificulta o acompanhamento dos procedimentos pelos cidadãos”. Em jeito de conclusão, refere o Movimento que” continuará a defender uma administração municipal mais aberta, transparente e próxima dos munícipes, promovendo o escrutínio público e reforçando a confiança nas políticas de habitação do concelho.”

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Ana da Silva, Directora Criativa da marca de Moda Anna Margarette, natural da ilha do Faial, apresentou a sua mais recente colecção, "Her/itage: Her Written Roots", no Hôtel Le Marois, em Paris, durante a Paris Fashion Week. Em declarações à imprensa, a jovem açoriana refere que esta colecção é um projecto profundamente pessoal, inspirado nas mulheres da minha família - a minha bisavó, a minha avó e a minha mãe -, todas costureiras e artesãs, cujo talento e criatividade marcaram o meu percurso e a minha identidade enquanto designer. Através desta colecção, diz, “procurei homenagear estas mulheres, que viveram em gerações nas quais nem sempre existia a liberdade de transformar a criatividade numa carreira profissional. É uma celebração do seu legado, mas também da liberdade e das oportunidades que a minha geração teve a possibilidade de conquistar”. Para além disso, sublinha Ana Da Silva que “um dos aspectos mais especiais desta colecção é a presença das minhas raízes açorianas, através da incorporação do tradicional bordado a palha sobre tule, originário da ilha do Faial, uma técnica artesanal rara, transmitida ao longo de gerações”. Diz também que foi “particularmente importante levar esta tradição açoriana até Paris, valorizando o nosso património cultural e demonstrando como o artesanato tradicional pode ganhar uma nova expressão na moda contemporânea”. A colecção inspira-se também no surrealismo, recorrendo a elementos simbólicos como os olhos e os pássaros. Cada elemento representa diferentes dimensões da memória, da identidade, da liberdade feminina e da herança transmitida entre gerações. "Her/itage: Her Written Roots" é, acima de tudo, uma homenagem às mulheres que vieram antes de mim. A sua criatividade nunca desapareceu, simplesmente encontrou uma nova voz através do meu trabalho, refere a jovem açoriana. Gostaria muito de partilhar esta história com o vosso órgão de comunicação social, não só pelo significado pessoal da coleção, mas também pela oportunidade de dar visibilidade ao património artesanal açoriano num palco internacional da moda.
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