Os Açores integram o projecto “DIGIVOLMAC – Tecnologías digitales de última generación para la alerta volcánica en Macaronesia y São Tomé y Príncipe”.
Liderado pelo Instituto Vulcanológico das Canárias (INVOLCAN), o projecto reúne instituições das Canárias, Açores, Madeira, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe com o objectivo de “desenvolver e implementar tecnologias digitais inovadoras para reforçar a vigilância vulcânica, os sistemas de alerta precoce e a prevenção do risco de catástrofes”.
Na Região, o projecto conta com a participação da Universidade dos Açores, através do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR), e com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), contribuindo para “o reforço das capacidades de monitorização e alerta vulcânico precoce na Região e para a cooperação científica no espaço macaronésio”.
Segundo o IVAR, entre as principais acções do DIGIVOLMAC destacam-se a criação de uma plataforma de interoperabilidade para integração de dados geoquímicos, geofísicos e petrológicos, o reforço das redes de vigilância sismovulcânica com instrumentação avançada, a implementação de novas tecnologias para o processamento de dados e a modernização das salas de monitorização.
De acordo com a mesma nota, o projecto contempla igualmente o desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial para apoio à vigilância operacional, a instalação de sensores sísmicos de baixo custo em escolas e instituições públicas, bem como a realização de simulacros de emergência, acções de formação, actividades educativas sobre o risco vulcânico e workshops de divulgação dos resultados.
Tendo iniciado no final do mês passado e co-financiado pelo Programa de Cooperação Territorial INTERREG VI-D Madeira–Açores–Canárias (MAC) 2021-2027, o DIGIVOLMAC contribuirá para reforçar a capacidade científica e tecnológica das instituições participantes, promovendo uma resposta mais eficaz à actividade vulcânica e uma maior resiliência dos territórios perante futuras crises sismovulcânicas. O projecto tem uma duração de 39 meses.
