Edit Template

Asma: casca de maracujá-roxo pode ajudar a combater a inflamação

A casca do maracujá-roxo, um subproduto da indústria alimentar rico em fibra e compostos bioactivos, pode ajudar a reduzir a inflamação e o stress oxidativo associados à asma. A conclusão é de um estudo da Universidade de Aveiro (UA) que identificou efeitos positivos deste ingrediente na resposta antioxidante do organismo e na modulação da inflamação das vias respiratórias, abrindo novas perspectivas para a sua utilização como coadjuvante nutricional no apoio ao controlo da doença.
O estudo, publicado na revista Food Research International, avaliou o potencial da inclusão de pó de casca de maracujá-roxo na alimentação, tendo os resultados demonstrado que esta estratégia não provocou efeitos adversos nos parâmetros de segurança avaliados.
Na concentração mais elevada testada, a suplementação reforçou as defesas antioxidantes do organismo, com aumentos significativos de importantes mecanismos de protecção celular. Registou-se também uma redução dos níveis de imunoglobulina E (IgE), associada às respostas alérgicas, e de duas moléculas envolvidas na inflamação das vias respiratórias. Estes resultados foram acompanhados por uma menor presença de células inflamatórias no tecido pulmonar.
Assinado por Alexandre Fonseca, Cátia Vieira, Adelaide Almeida, Armado Silvestre e Sílvia Rocha, das unidades de investigação LAQV-REQUIMTE – Laboratório Associado para a Química Verde, CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e CESAM – Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, o estudo aponta para que os efeitos observados na asma poderão resultar da acção conjunta dos vários componentes da casca do maracujá-roxo, incluindo os seus compostos bioactivos e o elevado teor de fibra. Esta última poderá desempenhar um papel relevante através da interacção com a microbiota intestinal e de uma possível influência sobre a resposta imunitária nos pulmões.
Os resultados apontam, assim, para o potencial da casca de maracujá-roxo enquanto coadjuvante nutricional no apoio ao controlo da asma, contribuindo simultaneamente para a valorização sustentável de um subproduto da indústria alimentar.
Os autores sublinham, contudo, que esta abordagem não substitui os tratamentos farmacológicos convencionais da asma. Sendo os resultados provenientes de um estudo experimental, serão ainda necessários novos trabalhos para perceber se os benefícios observados se verificam também em humanos e se têm impacto efectivo na função pulmonar.
O trabalho contou com a colaboração de cientistas da Universidade Estadual De Campinas (Brasil), da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Brasil) e da Universidade de Coimbra.

Edit Template
Notícias Recentes
“Pretendemos que este torneio seja um ponto de encontro onde o desporto sirva para recordar o legado de Guilherme Farinha e inspirar as gerações futuras”
“Pontes de Cidadania” junta jovens dos Açores e do Algarve para maior aproximação entre as novas gerações
“O consumo de substâncias é um problema gravíssimo nas cadeias”, afirma a Psiquiatra Filipa Veríssimo em Ponta Delgada
José Manuel Bolieiro é um dos oradores do Game Changers Forum em Lisboa que tem Barack Obama como convidado principal
NRP Viana do Castelo termina missão nos Açores depois de ter participado em diversos exercícios multinacionais
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores