A 12ª edição do festival Meo Monte Verde arranca hoje, na Ribeira Grande, e conta com novidades. Para além de acessos renovados, o evento contará com uma aplicação, Sentidos da Fundação Meo, que permite a que os seus usuários tenham acesso a interpretação de língua gestual nos concertos. Para isso, a organização conta com a preciosa ajuda de quatro intérpretes de língua gestual. Isto tudo, para além de um cartaz que promete atrair um conjunto variado de visitantes ao recinto.
Segundo Luís Cabral, Director Comercial da Meo Empresas Açores, “o apoio que a Meo dá aos festivais tem duas componentes muito forte: a componente da inclusão e a componente da tecnologia. Em termos de inclusão, já na edição do ano passado o festival foi pioneiro porque foi a primeira vez que tivemos interpretes de língua gestual portuguesa, este ano vamos ter mais concertos no palco Meo com esta interpretação e vamos ter também, com o apoio da Fundação Meo através do programa Música com Sentido, e através da aplicação da Fundação Meo que se chama Sentido, vamos permitir que as pessoas em qualquer parte do festival e do recinto possam ter acesso à aplicação e poderem ver a linguagem gestual que está interpretada em tempo real do palco”.
“Ao nível de pessoas com mobilidade reduzida, a plataforma que usamos foi revista e ampliada, para permitir às pessoas uma melhor experiência. No fundo, o que queremos trazer ao festival é inclusão e garantir que todas as pessoas possam ter uma boa experiência de festival. É para isso que nós trabalhamos”, disse.
Relativamente à parte tecnológica, prosseguiu Luís Cabral, “cada vez mais os festivais precisam de conectividade, e uma conectividade robusta e segura. Desde logo pelo tema da segurança e interligação com bombeiros, protecção civil e a própria polícia. Este ano fizemos um reforço de conectividade, passamos cerca de 4,3 quilómetros de fibra-óptica e mais um quilómetro de cabo UTP. Isto tudo para garantir que a conectividade está sempre presente e que os próprios festivaleiros conseguem ter rede móvel em condições par apoderem fazer as transmissões que quiserem”.
“Isto também demonstra que a Meo está presente nos grandes eventos, como é o Meo Monte Verde, e gostaria de aproveitar esta oportunidade para destacar o trabalho que a nossa equipa técnica local faz. Estão de parabéns, e efectivamente não é trivial uma vez que estamos na fase final, mas é, efectivamente, uma componente muito importante para que o festival corra bem e é uma componente que é um pouco invisível. É importante dar destaque a toda esta componente da tecnologia”.
Questionado sobre o número de pessoas que aderiram à inovação da integração da língua gestual num festival desta dimensão, o Director Comercial da Meo Empresas Açores afirmou que não tem “a certeza do número, mas sei que houve adesão e houve procura. Desde logo a comunicação social foi uma das áreas que demonstrou um grande interesse e depois, no festival, vi festivaleiros atentos e a usar, mesmo a nível da plataforma. Acho que é uma aposta ganha, que tem de continuar a ser reforçada. Através da aplicação conseguimos ver o grau de utilização, e será mais fácil depois perceber este grau de utilização”.
“É muito fácil inscreverem-se na aplicação Sentidos, da Fundação Meo. Basta irem à PlayStore ou à AppleStore, descarregar e podes a inscrição é muito fácil e têm acesso em tempo real”, finalizou.
Mau tempo preocupa
e pode provocar atrasos
Jacinto Franco, Director do Meo Monte Verde, quando inquirido sobre o que os festivaleiros podem esperar desta edição, referiu que “à semelhança das outras edições as pessoas podem esperar o melhor cartaz da Região, com grandes nomes da música nacional e internacional, e os melhores artistas locais. É um cartaz que foi planeado com bastante tempo de antecedência para ir ao encontro dos gostos musicais de todos aqueles que nos visitam e logo por aí podemos esperar uma grande afluente de pessoas, provavelmente ainda mais do que o ano passado e isso deixa-nos muito orgulhosos. Estamos à espera de mais de dez mil pessoas. Vamos ter dois palcos, uma zona VIP onde estarão os nossos parceiros e entidades que colaboram connosco durante o ano inteiro. Depois temos o palco 2 com alguns talentos emergentes e com artistas locais e temos o palco principal, onde irão actuar os cabeças de cartaz”.
Sobre o mau tempo e a previsão de chuva que se espera para o dia de hoje, Jacinto foi peremptório: “já estamos habituados a que haja sempre alguma chuva. As previsões são de que o mau tempo irá acalmar a partir das 19/20 horas e por isso estamos a fazer figas para que, na altura dos concertos, já não esteja a chover e que as pessoas possam usufruir do espaço da melhor forma”.
“O que nos preocupa um pouco é a chegada de artistas durante o mau tempo, porque além dos últimos preparativos que estarão a acontecer, há testes de som marcados para os dois palcos, o que pode levar a que hajam alguns atrasos. Contudo, estamos totalmente preparados e conscientes para esta possibilidade e temos uma grande equipa técnica que está preparada para lidar com esta situação”, concluiu.
Parceria para continuar
Para Jaime Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, “o Meo Monte Verde é já uma referência não só a nível da Ribeira Grande, mas a nível Regional. Logicamente que nós, como executivo, somos de certa forma uns agraciados com este evento que é realizado neste concelho”.
“A Câmara da Ribeira Grande tem vindo sempre a ter a preocupação de que o Meo Monte Verde seja uma referência a nível Regional e este ano está a superar todas as expectativas, até a nível de ingressos vendidos o que leva a entender a que, possivelmente, tenhamos a maior enchente de todos os tempos deste festival. Assim o esperamos. É verdade que a previsão das condições climatéricas, especialmente para amanhã, não são as melhores, mas acreditamos que vamos ter casa cheia em todos os dias”, disse.
Quando questionado sobre se a parceria seria para continuar, o autarca concordou. “Queremos que o festival continue a trazer para a Ribeira Grande aquilo que o concelho necessita, nomeadamente dinamismo para as empresas, para a área social e para os mais jovens, uma vez que é preciso não esquecer que a grandeza deste evento e a qualidade do mesmo leva a que tenhamos a certeza que sem o apoio camarário não seria possível a maioria dos ribeiragrandenses e até dos açorianos assistir a grupos de qualidade como o Meo Monte Verde oferece e vai continuar a oferecer”.
“É a nossa intenção dar continuidade a esta parceria. Como referi, não se trata apenas de um evento musical, é muito mais do que isso. Estamos hoje aqui, a ver esta dinâmica, que nos faz lembrar que estamos ao nível de outros grandes eventos de nível nacional”, concluiu.
Frederico Figueiredo
