Com o objectivo de levar o conceito de sucesso do FeelViana Sports Center a todo o pais, a FeelEverywhere chega aos Açores com o intuito de apresentar um conceito totalmente diferente no que diz respeito ao turismo. Ao Correio dos Açores, Frederico Moscoso, CEO da FeelAzores Sports, explica porque escolherem os Açores como destino para expansão, o que os difere das empresas já existentes, onde vão operar e afirma: “dos recursos humanos aos fornecedores, vamos privilegiar o que é açoriano”.
Correio dos Açores – O que o motivou a lançar este projecto de turismo em São Miguel?
Frederico Moscoso (CEO da FeelAzores Sports) – O projecto foi lançado pela FeelEverywhere, que tem um ambicioso projecto de levar o conceito de sucesso do FeelViana Sports Center a todo o País e além-fronteiras. A empresa acreditou em mim para alavancar o projecto nos Açores. E acreditamos que os Açores e São Miguel são um destino onde o desporto, a hospitalidade e a natureza se cruzam e têm uma relação única. Estamos a falar de um dos melhores destinos mundiais para o turismo de natureza e turismo activo. O conceito e o destino fascinaram-me e vim assumir o desafio de materializar o conceito.
O que os difere das outras companhias que já estão estabelecidas na ilha?
É uma oferta diferente do que existe até ao momento. Há um know-how instalado na empresa sobre como criar experiências nestas áreas. Experiências que vão para lá do alojamento, mas que privilegiam, também, actividades imersivas nos desportos náuticos e de aventura, e com uma relação muito estreita com os hábitos locais, valorizando o território onde estamos instalados. Estamos a colocar, inicialmente, o enfoque no ciclismo, em todas as suas vertentes, mas principalmente na bicicleta de gravel. Estamos quase a concluir a obra para abrir um centro de experiências na Rua Hintze Ribeiro, em Ponta Delgada, como o nosso primeiro espaço, e a trabalhar para conseguir abrir o hotel de Vila Franca do Campo em 2028, onde também ficará um outro centro de experiências. Vamos candidatar o projecto da unidade hoteleira ao Programa Negócios Estruturantes. A candidatura vai ser submetida em Outubro.
Acredito que os Açores são um dos destinos mais extraordinários do mundo para descobrir de bicicleta. Para além do ciclismo vamos ter outras actividades, que oportunamente revelaremos.
Em que locais da ilha pretendem operar?
Vamos operar por toda a ilha. Já temos percursos mapeados do Norte ao Sul, de Nascente a Poente. A bicicleta é um meio que permite correr vários traçados.
Que tipo de cliente pretendem atrair?
Queremos ser uma opção para os amantes do desporto e aventura, mas também queremos conquistar novos públicos. Sejam aqueles que regularmente já o fazem em outras paragens, sejam os que querem fazer essa experiência num encontro de amigos, em família, ou por desafio de superação. Criámos espaços e actividades onde todos se podem divertir, cada um dentro do seu registo e capacidade física. Em termos de extracto económico, procuramos chegar a um público com poder aquisitivo, predisposto a experienciar o muito que a ilha tem para oferecer.
Pretendem fazer parcerias com alguma marca regional?
É uma vertente essencial da nossa acção e insere-se na política de sensibilidade social, económica e ambiental que norteia a prática da FeelEverywhere. Dos recursos humanos aos fornecedores, vamos privilegiar o que é açoriano. Queremos ser um actor que vai ajudar a posicionar os Açores como um grande destino de Cycling. Isso já foi conseguido em Viana do Castelo. São Miguel tem tudo para competir com destinos que há muito desenvolvem actividade nesta área, como Maiorca, British Columbia, a região abraçada pelas montanhas Dolomitas, a Suíça ou, mais recentemente, a região catalã de Empordà. Isto é um grande labor que podemos ajudar a conseguir com os parceiros certos, com o apoio da Direcção Regional de Turismo e do Turismo de Portugal.
Quais são as principais dificuldades de trazer este tipo de turismo para os Açores?
Um projecto complexo como este tem sempre dificuldades, mas estamos a ser muito bem recebidos e apoiados. Quando se acredita no sucesso de um projecto, as dificuldades que eventualmente possam existir são mais fáceis de ultrapassar.
Há planos para expandir para outras ilhas?
Estamos atentos a oportunidades que possam surgir. As nove ilhas dos Açores apresentam condições únicas para o desenvolvimento do core em que estamos habituados a trabalhar. Mas, é prematuro dizer que isso vai acontecer.
Frederico Figueiredo
