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CHEGA quer saber qual o impacto dos estrangeiros no marcado de trabalho e as razões de haver tantos desempregados nos Açores

O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores quer ser esclarecido sobre a realidade do emprego, desemprego, escassez de mão-de-obra e qualidade do trabalho na Região.
Neste sentido, já enviou à Assembleia Regional um requerimento dirigido ao Governo Regional, solicitando esclarecimentos detalhados sobre o emprego e o desemprego no arquipélago
De acordo com os dados mais recentes do Serviço Regional de Estatística dos Açores, referentes ao segundo trimestre de 2026, a taxa de desemprego fixou-se nos 5%, enquanto se registou um máximo histórico da população empregada, com cerca de 122,1 mil trabalhadores. No entanto, para o CHEGA, estes números revelam uma realidade preocupante que indicam que o desemprego aumentou 1,1 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, existindo actualmente cerca de 6.500 desempregados na Região .
Para o Grupo Parlamentar do CHEGA Açores, segundo nota enviada às redacções, “esta evolução evidencia uma contradição que não pode ser ignorada. Por um lado, existem milhares de açorianos sem emprego; por outro, vários sectores económicos continuam a denunciar uma grave falta de mão-de-obra, recorrendo, em muitos casos, à contratação de trabalhadores estrangeiros”.
Os deputados do Grupo Parlamentar consideram, por isso, fundamental perceber as causas deste desequilíbrio.
De acordo com o gabinete de imprensa do CHEGA, o requerimento agora apresentado pretende também apurar a qualidade do emprego existente nos Açores, nomeadamente ao nível da estabilidade contratual, dos salários praticados, da precariedade laboral e da distribuição dos postos de trabalho pelos diferentes sectores de actividade. Para José Pacheco, “o aumento do número de pessoas empregadas não significa, por si só, uma melhoria real das condições de vida dos açorianos”.
Os Parlamentares solicitam ainda dados concretos sobre a distribuição do emprego e do desemprego por ilha, idade, habilitações e sectores económicos, bem como informações sobre ofertas de trabalho não preenchidas, programas de formação profissional e a integração dos formandos no mercado de trabalho.
O CHEGA Açores questiona ainda o Governo Regional sobre o impacto da contratação de mão-de-obra estrangeira e sobre as medidas existentes para garantir que os açorianos têm prioridade no acesso ao emprego disponível, como refere a nota divulgada.

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