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Entre as férias e a falta de segurança

1-Chegou o período de férias, embora ele tenha sido ferido não só por tudo quanto vai pelo mundo, assim como, o que aconteceu no País e nas Regiões Autónomas, devido à ânsia causada aos alunos e aos familiares que tiveram de aguardar os resultados de cada um, para saberem qual seria o novo ano escolar, “graças” às experiências que vão fazendo sem garantia de resultados capazes e a tempo dos alunos que aguardavam nas escolas a publicação dos resultados, que os iriam levar ao novo ano escolar. Foi um período difícil gerando um impacto entre os alunos e os familiares sobretudo naqueles que ansiosamente aguardavam saber se teriam condições para entrar nas Universidades, começando uma vida nova. O Governo devia ter garantido condições quanto ao uso das novas tecnologias que, no caso gerou um a levante natural de pais, professores e alunos. Agora importa que o que aconteceu mal neste final de ano, sirva para que o Governo ponha os serviços escolares com artesãos capazes e com antecedência a prepararem o que será preciso para o próximo ano lectivo, evitando o ruído que é fabricado pelos vários partidos políticos.
2- A propósito da forma como o Governo da República tem sido gerido e ao mesmo tempo como tem gerido os Ministros, obriga a que o Primeiro-ministro venha a público apresentar o “rolo” contendo o trabalho feito por cada Ministro durante o ano, apontando ao mesmo tempo o que cada Ministro tem de fazer depois das férias procurando desse modo “apagar” os fracassos que o Governo teve no primeiro semestre.
3- O Primeiro-Ministro deve vir a público informar os Açoreanos, ou mandar a Ministra da Justiça apresentar aos Açores quando pensa dar inicio à construção da nova Cadeia de São Miguel, que aguarda o seu inicio há mais de quinze anos, desde o ano em que António Costa assumiu as funções de Primeiro-Ministro. Os Açoreanos estão a ser tratados como pessoas do terceiro grau.
4- Alguns dias atrás a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infra-estruturas dos Açores, Berta Cabral, representou o Governo Regional numa cerimónia de entrega à PSP da empreitada de remodelação de um edifício para a Secção da Polícia Técnica Forense, a par da construção de uma sala de prova, e ao mesmo tempo foram entregues três viaturas à PSP. Para quem não tenha conhecimento das competências da Polícia Técnica Forense (ou Polícia Técnico-Científica), convém saber que é o sector especializado das forças de segurança responsável por inspeccionar o local de crimes, recolher e analisar provas materiais, e realizar exames periciais para apoiar a investigação criminal e os Tribunais.
5-Na ocasião, a Secretária Berta Cabral foi confrontada com a degradação das instalações que acolhem a Polícia de Segurança Pública, e avançou lembrando que as instalações da PSP nos Açores, são “instalações do Governo Central, e por isso o Governo da República é a entidade que tem de zelar pela conservação e melhoria das instalações das infra-estruturas que lhe pertencem nos Açores, porque trata-se de serviços públicos da República na Região, e como tal compete, assim ao Estado investir nas várias instalações que continuam sua pertença na Região, embora o próprio Estado não “olhe para elas com olhos de ver”. Acresce que outra grande “reivindicação” é sem dúvida dotar os serviços públicos do Estado com meios humanos e técnicos, capazes de responder aos serviços do Estado!
6- O diálogo entre a Secretária Regional e a PSP foi certamente importante para que se saiba que a escassez da polícia precisa de ter meios para garantir a segurança em vários sítios de cada Ilha, quando vai crescendo a criminalidade o que exige à Polícia de Segurança Publica dispor desses meios que não têm chegado aos Açores quando se sabe que a insegurança está a crescer na mesma proporção “galopante” de diversos crimes que vão acontecendo em várias Ilhas da Região, devido ao que se encontra disponível nos diversos conteúdos nas redes sociais, ao dispor de quem as consulta, e que depois procuram seguir o que vêm, arrastando o ímpeto, independentemente das idades de cada um, o que pode ter grandes consequências para os mais novos assim como para os que procuram depois nas escolas apresentarem-se como sábios, dispostos a seguir o que ouvem e o que vêm nas redes sociais, que os impele depois ao perigo tanto nas famílias como na sociedade.
7- O cenário com que presentemente estamos confrontados, leva-nos a propor que os Governos da República e da Região devam sentar-se à mesma mesa, para consertarem a forma de juntar as Polícias de Segurança Publica que são insuficientes para uma Região de nove Ilhas e que precisam de segurança.
8-Raramente vêm-se pelas cidades, vilas e freguesias com agentes de polícia, o que nos leva enquanto não houver número de polícia capaz para garantir o regular funcionamento das pessoas e dos haveres, lançamos daqui um desafio transformado em proposta capaz de garantir mais segurança nos Açores e que assenta no recurso aos elementos da Guarda Republicana, para suprir a falta de meios policiais suficientes.
9-A Guarda Nacional Republicana (GNR) que é uma força de segurança de natureza militar mas que tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, e colaborar na execução da política de defesa nacional, actuando em áreas rurais, vias de comunicação e no mar territorial e meios humanos.
10- Cabe aos Governos dos Açores e da República acertar dessa forma a falta de segurança nos Açores.
Américo Natalino Viveiros

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