A jogo de amanhã, no Estádio de São Miguel, pelas 19h15, com o Nacional da Madeira, assinala a décima primeira presença do Santa Clara no campeonato da I Liga portuguesa.
O que anseiam os simpatizantes e associados do clube é que o percurso nas 34 jornadas seja tranquilo, longe dos percalços da época passada que colocaram dúvidas na permanência e ainda mais distante da prova de há quatro anos, culminada com a despromoção. Para efectuar um campeonato sem grandes sobressaltos torna-se fundamental recolher o máximo de pontos nas primeiras jornadas.
Afora as equipas que lutam sempre pelo primeiro lugar, a que se junta o Sporting de Braga, as restantes 14 estão niveladas. Cada jogo terá um desfecho incerto. Todas as equipas perderam as principais referências da época passada, recorrendo a jovens portugueses e estrangeiros de equipas de escalões secundários, em investimentos visando futuros encaixes financeiros com a venda dos direitos económicos.
Desafios da Liga para 26/27
A Liga Portugal aposta em aumentar o tempo útil de jogo dos 53,38 minutos verificados na época passada para patamares próximos dos cinco principais campeonatos, marcados por valores entre os 54 e os 58 minutos.
A tendência pode melhorar perante as medidas introduzidas na arbitragem, com limites de tempo de cinco segundos nas reposições de bola (pontapés de baliza e lançamentos laterais) e maior rapidez nas substituições, com um tempo máximo de 10 segundos para um jogador deixar o relvado, à semelhança do que aconteceu no Mundial 2026.
Nas últimas três épocas, o tempo útil de jogo diminuiu. Na época passada, o campeonato registou uma média de 27,53 faltas por jogo, o segundo menor número desde 2021/22, mas ainda assim distante do que acontece em Inglaterra e na Alemanha, que têm uma média de 21 infracções por encontro.
Outro aspecto que a Liga Portugal pretende melhorar está relacionado com o aumento do número de golos, o que se traduziu numa média de 2,68 tentos na época passada, um desempenho igual ao verificado no futebol espangolin, mas distante do que acontece na Alemanha (3,24) e nos Países Baixos (3,18). Este é considerado um factor determinante para atrair mais adeptos aos estádios e aumentar as audiências televisivas.
Para esta época há 11 novos relvados, cinco deles na Liga – FC Porto, FC Alverca, SL Benfica, SC Braga e Académico de Viseu, com o Estrela da Amadora em fase de previsão. O do estádio de São Miguel sofreu melhorias acentuadas.
Outra novidade nesta época é a composição dos bancos de suplentes, que agora passam a receber 12 jogadores e não os 9 das últimas temporadas.
