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Águia voou alto mas pousou demasiado cedo

As equipas “encarnadas” de Ponta Delgada e de Lisboa jogando em casa e a leonina jogando no campo do Estrela da Amadora, que recebeu a pior nota (3,5) pela condição do relvado.

O Santa Clara imitou o SL Benfica e o Sporting CP. Ganhavam e acabaram por ceder empates. As equipas “encarnadas” de Ponta Delgada e de Lisboa jogando em casa e a leonina jogando no campo do Estrela da Amadora, que recebeu a pior nota (3,5) pela condição do relvado.
Apresentando o Santa Clara como novidades no “onze” inicial o guarda redes Lucas França (defrontando a equipa que representou nos últimos quatro anos), o médio Daniel Borges (regressado o empréstimo à União de Leiria) e o jovem brasileiro Luís Salles, conhecido por Sorriso. De resto, as entradas de Diogo Calila e de Pedro Pacheco sucederam por opção, certamente pela melhor resposta dada nos treinos.
A verdade é que a “águia” micaelense começou por voar alto quando se desenvencilhou da amarra dos “alvi-negros” madeirenses. Esteve em grande. Com boas jogadas, com bom entrosamento, criando boas oportunidades de golo principalmente quando urdidas pela direita, onde Sorriso demonstrou capacidade técnica, boa condução de bola, bom drible e boa velocidade. Trata-se de um reforço com qualidade que estoirou na segunda parte porque vem de competir no Brasil desde Janeiro.
O resultado do bom momento foi os dois golos de Gonçalo Paciência, aos 19 e aos 22 minutos, num bis que não alcançava há mais de oito anos.
Quando se pensava que a “águia” continuaria a voar alto, mesmo descendo um pouco a altura, sucedeu um pouso que se revelou demasiado cedo. A equipa começou a trocar a bola sem progressão. Os jogadores do Nacional pressionaram mais perto da área do Santa Clara. As saídas já não eram tão positivas. Mesmo assim houve a grande possibilidade de fazer o 3-0.
Na sequência de um canto, a bola foi parar aos pés de um atacante da equipa do Funchal, que foi derrubado, em falta, na área. Penálti confirmado e Igor Liziero, aos 36 minutos, a fazer o 1-2.

Intranquilidade

Não se percebeu o porquê da intranquilidade da equipa de Ponta Delgada. De um livre lateral, a bola andou na área e ressaltou para Miguel Baeza. Sem marcação, rematou para o 2-2 no último minuto da primeira parte. Um grande balde de água gelada para quem esteve a vencer por 2-0.
Na segunda parte o Santa Clara não criou uma única situação de possível golo. A equipa emperrou. O discernimento e a confiança diminuíram. Nem mesmo com a saída de Daniel Borges, que, em conjunto com Pedro Ferreira, não soltam muito jogo no sentido de organizá-lo. Dos que entraram, William Torrão não acrescentou nada; Rildo mexeu na esquerda e Tiago Ribeiro marcou dois pontapés livre perigosos para defesas sem dificuldades do guardião forasteiro. Luís Fernando e Lucas Soares entraram demasiado tarde.
Foi uma segunda parte com as duas equipas não arriscando. Mais a do Nacional, satisfeita com um ponto fora. Notou-se em alguns atletas uma quebra física em inicio de época, devido às fortes cargas neste início.

Afonso suspenso

A partir desta época as equipas pode apresentar 12 jogadores suplentes. O Santa Clara fê-lo com 11 e o Nacional com nove.
Estranhou a ausência de Afonso Duarte no lote, dado a boa resposta dada na pré-época. Não foi opção porque teve de cumprir um jogo de suspensão da época passada, ao serviço do Sporting de Braga B. O pai, o antigo jogador do Estrela da Amadora, do Belenenses e do Olhanense, e agora treinador Rui Duarte, não pôde vê-lo em acção.

Sete grandes oportunidades

A percentagem de posse de bola foi muito equilibrada (51%/49%). Os atletas do Santa Clara remataram por 19 vezes, 11 dos quais no interior da área. Sete remates foram na direcção da baliza, resultando em sete grandes oportunidades de golo das 10 tentativas feitas e pelos 42 ataques desencadeados.
Os do Nacional remataram 10 vezes, oito no interior da área. Conseguiram três grandes ocasiões de golo nos 39 ataques e nos quatro remates direcionados.

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