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Caça a pombos e rolas está proibida a partir de hoje devido à circulação do vírus da doença Newcastle que está a afectar as aves nos Açores

Foram confirmados, na Região, casos de infecção pelo vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens, nomeadamente em exemplares de Rola-turca (Streptopelia decaocto) e Pombo-da-rocha (Columba livia), recolhidos no arquipélago. Na sequência desta detecção, o Governo dos Açores está a reforçar a vigilância e as medidas de prevenção, apelando à colaboração dos detentores de aves, operadores de estabelecimentos avícolas e população em geral.

O Governo Regional anunciou que está a reforçar as medidas de prevenção e vigilância sanitária devido ao facto de ter sido confirmada da circulação do vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens nos Açores (nomeadamente em espécies columbófilas).
Neste contexto de detecção da doença, a secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, através de portaria, assinada pelo Secretário António Ventura, regista que atendendo à necessidade de acautelar que os pombos-das-rochas, enquanto espécie cinegética, não são utilizados para o consumo humano, até que a doença seja considerada extinta e até que os seus efeitos, nas populações locais sejam devidamente avaliados e considerando que a salvaguarda das culturas agrícolas, em situações pontuais e localizadas, será sempre possível com o recurso à correcção de densidade, fica proibido, a partir desta Sexta-feira. Dia 14, o exercício da caça ao pombo-das-rochas (Columba lívea), em todas as ilhas dos Açores.
A nota divulgada pela tutela recorda que foram confirmados, na Região, casos de infeção pelo vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens, nomeadamente em exemplares de Rola-turca (Streptopelia decaocto) e Pombo-da-rocha (Columba livia), recolhidos no arquipélago.
Na sequência desta detecção, o Governo dos Açores está a reforçar a vigilância e as medidas de prevenção, apelando à colaboração dos detentores de aves, operadores de estabelecimentos avícolas e população em geral.
A Doença de Newcastle é uma doença viral que pode afetar diferentes espécies de aves domésticas e selvagens. A circulação do vírus em aves selvagens constitui um fator de risco para a sua introdução nos estabelecimentos avícolas, sendo, por isso, fundamental reforçar as medidas de biossegurança e evitar o contacto entre aves domésticas e aves selvagens.
A decisão tem igualmente em consideração que o pombo-das-rochas, enquanto espécie cinegética, não deve ser utilizado para consumo humano até que a doença seja considerada extinta e os seus efeitos nas populações locais sejam devidamente avaliados.
A medida surge num contexto de reforço da proteção sanitária e de acompanhamento da situação epidemiológica, permitindo acautelar os efeitos da circulação do vírus nas populações de aves selvagens.
Os detentores e operadores de estabelecimentos avícolas devem reforçar as medidas de biossegurança, nomeadamente a higiene e desinfecção das instalações, equipamentos, veículos e calçado, bem como evitar, tanto quanto possível, o contacto directo ou indirecto das aves domésticas com aves selvagens e o acesso destas aos alimentos e à água destinados às aves domésticas.
É igualmente recomendada uma vigilância reforçada do estado sanitário das aves, com especial atenção ao aparecimento de sinais clínicos compatíveis com a Doença de Newcastle.
Qualquer mortalidade anormal ou suspeita de doença deve ser comunicada imediatamente aos Serviços Veterinários Oficiais. As aves devem ainda encontrar-se devidamente vacinadas, de acordo com o programa de vacinação aplicável, devendo os respectivos registos de vacinação ser mantidos actualizados.
Segundo a nota da Secretaria a Doença de Newcastle é uma doença de declaração obrigatória, pelo que a comunicação atempada de qualquer suspeita aos Serviços de Desenvolvimento Agrário da respectiva área é essencial para garantir a detecção precoce, o controlo e a prevenção da disseminação do vírus. Deve-se evitar o contacto desnecessário com aves selvagens doentes, moribundas ou mortas.
Sempre que seja necessário contactar com estas aves, devem ser utilizadas medidas adequadas de protecção individual, nomeadamente luvas descartáveis e máscara, evitando tocar nos olhos, nariz ou boca e procedendo à lavagem cuidadosa das mãos após o contacto.
A presença de aves selvagens mortas, moribundas ou com sinais clínicos suspeitos deve ser comunicada aos Serviços Veterinários Oficiais, evitando-se a manipulação desnecessária dos animais.
Importa, contudo, sublinhar que o risco para a população em geral é considerado baixo.
A infecção humana pelo vírus da Doença de Newcastle é rara e ocorre habitualmente na sequência de contacto próximo e directo com aves infectadas ou materiais contaminados. Quando ocorre, manifesta-se geralmente de forma ligeira, podendo provocar sobretudo conjuntivite.
O Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, sublinha que a decisão adoptada pelo Governo dos Açores pretende antecipar riscos e reforçar a protecção da saúde animal, deixando simultaneamente uma mensagem de tranquilidade à população.
“A detecção do vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens exige da nossa parte uma actuação responsável, preventiva e rigorosa. Foi nesse sentido que adoptámos esta medida de precaução, proibindo temporariamente a caça ao pombo-das-rochas em todas as ilhas dos Açores, permitindo acompanhar a evolução da situação e avaliar os seus efeitos nas populações locais”, sublinha.
António Ventura reforça o apelo aos detentores de aves e à população para que cumpram as orientações das autoridades veterinárias.
“É fundamental que todos façamos a nossa parte. Aos detentores de aves pedimos um reforço das medidas de biossegurança e uma vigilância permanente dos seus efectivos. À população, pedimos que não manipule aves selvagens doentes ou mortas e que comunique qualquer ocorrência suspeita aos Serviços Veterinários Oficiais”, vinca.
António Ventura deixa ainda uma mensagem de tranquilidade: “estamos a acompanhar a situação de forma permanente e os Serviços Veterinários Oficiais manterão a vigilância epidemiológica. O risco para a população em geral é baixo e, neste momento, não há motivo para alarme. A prevenção, a informação e a colaboração de todos são as melhores formas de protegermos a saúde animal e a saúde pública nos Açores”.
Os Serviços Veterinários Oficiais manterão a vigilância da situação epidemiológica e prestarão as orientações que se revelem necessárias.
A Direcção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação alerta ainda que, nesta fase, estão proibidas feiras, mercados, exposições e outros ajuntamentos de aves detidas sem autorização da autoridade competente.
O Governo dos Açores em nota no Portal do Governo diz que continuará a acompanhar a evolução da situação e a adoptar as medidas consideradas necessárias para reforçar a protecção da saúde animal e da saúde pública na Região Autónoma dos Açores.

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