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Tempo médio de consulta de medicina geral na Ilha Graciosa fixou-se em 31 dias em 2025

A prestação de cuidados de saúde na Ilha Graciosa continua a gerar dúvidas perante os partidos políticos e a população.
O Partido Socialista, em requerimento ao Governo Regional, divulgou várias queixas da população em relação aos cuidados de saúde na ilha Graciosa, questionando as dificuldades no apoio à deslocação de doentes e à falta de disponibilidade nos aviões, ao recurso recorrente de médicos em regime de rotação e o aumento das listas de espera para consultas de medicina geral.
O Executivo afirmou não existir registo de doentes que tenham ficado impossibilitados de realizar consultas, exames ou tratamentos por falta de transporte aéreos, admitindo que existem mecanismos operacionais assegurados pela SATA para garantir 2 lugares em cada voo para situações urgentes não programadas até ao fecho do voo e 4 lugares para deslocações programadas de doentes em voos interilhas até 72 horas antes da partida.
Sobre o número de médicos em regime de rotação afectos à unidade de saúde da ilha Graciosa, o Governo divulgou que existe um médico especialista em Medicina Geral e Familiar e dois médicos em regime de prestação de serviços.
Em relação ao tempo médio de espera para consulta e ao número de utentes sem médico de família atribuído, o Executivo Regional refere que o tempo médio, segundo dados de 2025, se encontra em 31 dias e que todos os utentes deverão, até ao final do ano, ter médico de família atribuído. Esta situação será conseguida devido à contratação de uma médica de Medicina Geral e Familiar.
No requerimento emitido pelo PS Açores, o partido revela também a sua preocupação em relação ao atendimento prestado aos utentes, questionando o Executivo sobre o número de situações participadas e se essas desencadearam processos de avaliação aos funcionários.
Em resposta, o Governo Regional explica que em 2026 não foram apresentadas reclamações e que em 2025 foram apresentadas duas reclamações relacionadas com o atendimento e cuidados de saúde na Unidade de Saúde da Ilha Graciosa.
A primeira reclamação diz respeito ao atendimento prestado em consulta médica, em que o utente alega a reduzida duração da consulta, dificuldades de comunicação e comportamento profissional que suscitou preocupação à utente. Segundo a mesma fonte, foram desencadeadas diligências de instrução do processo que se encontram ainda em fase de análise e tratamento na Direcção Regional da Saúde.
Sobre a segunda reclamação, que incide no acompanhamento clínico de uma utente que alega insuficiente valorização do quadro clínico e na referenciação para cuidados hospitalares, o Executivo Açoriano promoveu a recolha de esclarecimentos junto da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa, que partilhava das preocupações manifestadas relativamente aos constrangimentos identificados. Após nova exposição pela utente, o processo foi remetido para reapreciação técnica.
Ainda sobre as precaridades da estrutura da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa, o Governo Regional revela que já foi publicado um concurso público para a reparação do sistema de ar condicionado, num investimento estimado em 162 mil euros.
VB

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