Edit Template

Oficina Bordado da Ilha da Madeira reforça laços com o Brasil

Esta semana foi realizada a Oficina A Tradição do Bordado da Ilha da Madeira.
O evento foi organizado pelo Grupo Folclórico Cruz de Malta – Santos/SP – Brasil e pela ALMA – Associação Luso-Brasileira de Beneficência Madeirense, com o apoio de outras instituições, incluindo a Prefeitura Municipal de Santos, através da Secretaria Municipal de Economia Criativa. A iniciativa reuniu cerca de 80 pessoas na Vila Criativa Vila Nova, em Santos/SP. No início, houve exibição, na sala de projecção, do Grupo Folclórico Cruz de Malta – Santos/SP – Brasil, que abrilhantou o evento realizado, exactamente, no Dia do Folclore.
Foram destacados os trajes típicos portugueses com o bordado característico da Madeira, bem como houve apresentação de músicas e danças tradicionais de Norte a Sul de Portugal.
O público, incluindo pessoas que viajaram muitos quilómetros para participar, acompanhou tudo com bastante animação e energia. Na sequência, antes da entrada para outra sala ambientada à Oficina, houve apresentação de slides e vídeos contendo informações sobre o Bordado madeirense e as Bordadeiras, conduzida por Manoel Ricardo de Andrade Sebastião e Maria Vieira Sardinha Gonçalves, ambos filhos de madeirenses dispostos a praticar iniciativas que sejam elo de conexão social, inclusiva e intergeracional. Estiveram presentes as Bordadeiras e instrutoras contemporâneas de Santos/SP, Maria Carmina de Andrade Sebastião (filha de Isabel da Paixão Andrade) e Maria da Paixão de Abreu Pereira (filha de Maria da Paixão Correia de Abreu).
De São Paulo/SP, participou como instrutora a Bordadeira Olga Pereira da Silva. De Guarulhos/SP, participaram as instrutoras Mavildia Quitéria Rodrigues Simões e Maria José dos Santos Rodrigues Robles. Ao final, foi oferecido bolo de mel para todos, produzido pela apoiadora e tradicional empresa Sabores e Saberes da Nossa Terra. Os registos fotográficos e videográficos ficaram a cargo da Secretaria Municipal de Comunicação, bem como de Virgínia Sardinha Gonçalves, do FERA Madeira – Folclore e Etnografia Região Autónoma da Madeira. Com agulhas, fios, disponibilidade e talento das Bordadeiras contemporâneas, além do encontro de descendentes de mestres do Bordado e entidades apoiadoras, todos prontos a agregar pessoas e conhecimentos, a tradição continua viva, sendo que interessados na arte podem aprender o ofício e transmiti-lo a outras gerações, sempre com reverência, carinho e amor pelo legado que segue lembrado, inclusive por muitos corações que não têm ascendência portuguesa. Tudo foi vivido com intensidade, reforçando a proximidade entre Portugal (mais especificamente Ilha da Madeira) e Brasil, ficando evidente a integração de imigrantes portugueses às comunidades que os acolheram. O sentimento de pertença também esteve presente, respeitando valores ligados à Direcção Regional das Comunidades e Cooperação Externa da Madeira. Foram arrecadados alimentos, que serão doados a portugueses em situação de vulnerabilidade social.
Os organizadores frisaram que estão em busca de mais parceiros para a realização de outras Oficinas, como nos conta Manoel Ricardo de Andrade Sebastião numa nota enviada à nossa redacção.

Edit Template
Notícias Recentes
Lusitânia em busca da terceira vitória consecutiva
Instituições do sector social da Maia apostam na qualificação dos seus quadros para melhor servirem
José Manuel Bolieiro destaca importância da transição digital e da inteligência artificial para a “eficiência e transparência”
Lagoa recebeu dirigentes associativos das comunidades portuguesas
Rússia ordena apreensão de activos russos de mais cinco empresas europeias
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Correio dos Açores