O Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas realiza no próximo dia 29 de agosto de 2026, entre as 15h00 e as 16h30, uma visita guiada à exposição “O Silêncio de Hefesto”, obras da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, patente nas Salas 1 e 2, células e cave. Esta iniciativa integra a programação oficial da Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura.
Inspirada na figura mitológica de Hefesto — o deus ferreiro e dos vulcões —, a exposição utiliza a memória da erupção dos Capelinhos (Faial, 1957) e o silêncio imposto pelo Estado Novo como pontos de partida para uma reflexão profunda sobre o território dos açores e a história recente de Portugal.
A visita guiada propõe um acompanhamento próximo das obras da Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) presentes na mostra, orientando os participantes na exploração das dimensões acústicas, patrimoniais e políticas levantadas pela curadoria de Vera Carmo.
Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas promove o Último Domingo do Mês “Que sons vivem no vulcão?” em parceria com o Colectivo NÖIA
No âmbito do programa do Último Domingo do Mês, o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas promove no próximo dia 30 de Agosto de 2026, entre as 15h00 e as 16h30, a oficina “Que sons vivem no vulcão?”, desenvolvida em parceria com o Colectivo NÖIA. A iniciativa é dedicada a famílias com crianças a partir dos 2 anos.
A actividade parte do mote da exposição O Silêncio de Hefesto, recordando as primeiras imagens televisivas da erupção do vulcão dos Capelinhos (RTP, 1957). Embora revelassem um fenómeno imponente, estas imagens chegaram ao público em total silêncio — sem o som do vulcão, do mar, do vento ou das vozes das populações afectadas.
Cruzando a experimentação artística com a mediação, a oficina convida crianças e famílias a brincar com diferentes materiais e texturas amplificados por microfones de contacto. Através de gestos e movimentos, os participantes criam paisagens sonoras que se sobrepõem às imagens projectadas, especulando sobre o que ficou por registar e construindo uma interpretação colectiva desta memória.
