O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, interveio, na Comissão do Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, no debate sobre o reforço da política de coesão para as ilhas e as regiões costeiras da União Europeia, defendendo um modelo de desenvolvimento assente na diversificação económica e não apenas no turismo.
“Não podem ser zonas apenas para actividade turística ou com casas e alojamento para turistas que depois criam vazios nestas comunidades. Têm de ser comunidades vibrantes, comunidades de desenvolvimento económico e a aposta (por exemplo) no sector das pescas, na economia azul, é essencial”, afirmou, citado numa nota enviada à nossa redacção.
Paulo do Nascimento Cabral, na sua intervenção, destacou que “em relação às ilhas, temos aqui também um activo estratégico da União Europeia que está um bocadinho disperso, quase por todo o mundo, e é fundamental valorizarmos as ilhas, mas também termos em consideração aquilo que são as suas dificuldades”.
Segundo o Eurodeputado do PSD, as dificuldades de acessibilidade e conectividade merecem uma atenção particular: “A conectividade para com as ilhas, com aumentos dos custos de vida das populações destas ilhas, é, obviamente, um problema a que nós todos temos de ter atenção. São dificuldades acrescidas, sendo que a fixação de população e profissionais acarreta grandes esforços aos governos regionais e aos governos nacionais e exige uma atenção adequada da União Europeia”.
O Eurodeputado defendeu também “a importância de mantermos instrumentos como, por exemplo, o Interreg, o LEADER e os Planos de Desenvolvimento de Base Local”, e saudou a proposta do relator, Younous Omarjee, de criação de um Observatório para a Insularidade.
Paulo do Nascimento Cabral, ainda citado, reafirmou ainda que “o princípio da subsidiariedade é essencial”, e enalteceu o anúncio nestas estratégias de se olhar para o Atlântico de forma diferente, pois apresentam “uma nova estratégia para o Atlântico, com a criação de uma macrorregião atlântica. Isso é essencial, tendo em conta também aquilo que são os novos desafios geo-políticos, em que o Atlântico cria aqui uma nova centralidade”.
A concluir a sua intervenção, e de acordo com o documento enviado, o Eurodeputado social-democarta açoriano voltou a insistir na urgência de corrigir os problemas de acessibilidade que afectam as ilhas europeias. “Temos ilhas que correm o risco de ficarem praticamente isoladas, ou reféns de preços especulativos de companhias aéreas. E não há ferrovia nas ilhas. A ferrovia das ilhas são os aviões”, alertou, com preocupação, Paulo do Nascimento Cabral, segundo o documento.
