O Deputado da Iniciativa Liberal (IL) no Parlamento dos Açores, Nuno Barata, quer saber quantos atletas apoiados pela Região chegaram efectivamente ao Alto Rendimento nacional e quanto já foi gasto pelo Governo Regional no programa “Jovens Talentos Regionais”.
Num Requerimento já remetido ao Parlamento, a Representação Parlamentar da Iniciativa Liberal, e em nota à imprensa, questiona o Governo Regional sobre os resultados concretos do programa “Jovens Talentos Regionais”, defendendo que “o investimento público no desporto deve ser acompanhado por indicadores objectivos que permitam avaliar o seu impacto e retorno”.
Os liberais pretendem saber quantos atletas foram apoiados pelo programa desde a sua criação, como evoluiu o número de beneficiários ao longo dos anos e quais as modalidades desportivas abrangidas, bem como a distribuição dos praticantes pelos diferentes níveis de apoio, nomeadamente “Jovem Talento A” e “Jovem Talento B” . Mas, para a Iniciativa Liberal, a questão central está em perceber qual foi o resultado efectivo deste investimento público. Por isso, Nuno Barata pergunta ao Governo Regional quantos atletas integrados no programa regional conseguiram, posteriormente, obter o Estatuto de Alto Rendimento a nível nacional, procurando conhecer o verdadeiro rácio de conversão entre o apoio regional e a afirmação dos atletas no sistema nacional de Alto Rendimento.
A IL diz que pretende ainda conhecer o investimento financeiro global acumulado realizado pela Região na atribuição de bolsas e apoios aos Jovens Talentos, com detalhe por ano e/ou modalidade, assim como os indicadores utilizados pelo Governo de coligação para fundamentar, anualmente, a dotação orçamental do programa. “Não basta apoiar. É preciso saber se o apoio produz resultados. Quando estamos a falar de dinheiro dos contribuintes, o Governo tem de conseguir demonstrar quantos atletas foram apoiados, quanto foi investido e que resultados concretos foram alcançados”, defende Nuno Barata, questionando, também, se existem relatórios de avaliação de impacto desportivo e financeiro e, caso não existam, com base em que critérios científicos ou económicos é, actualmente, avaliado o retorno do investimento público realizado no programa.
A IL na nota diz que quer saber se a Direcção Regional do Desporto dispõe de uma base de dados informática ou sistema centralizado que permita reunir e acompanhar a informação histórica relativa aos Jovens Talentos Regionais e, na ausência desse sistema, Nuno Barata questiona como é que o Executivo monitoriza a evolução do programa e o cumprimento das metas desportivas regionais.
Nuno Barata diz que, “uma Administração Pública moderna não pode gerir políticas públicas com base em informação dispersa ou sem indicadores consolidados”, até porque, sublinha o parlamentar liberal, “a existência de dados sistematizados sobre atletas, modalidades, apoios financeiros e resultados é essencial para avaliar políticas, corrigir medidas e garantir que os recursos públicos são utilizados onde podem produzir maior impacto”.
