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Parece que ninguém faz caso!

1. Graciosa. A romaria das visitas do Governo às diversas ilhas está a chegar ao fim, mas até parece que não, porque os choradinhos são idênticos e alguns até são repetidos e já se depreende os resultados pela cara de cada um dos Conselheiros : mais uma canada, mais um subsídio, mais um avião maior, mais uns potes de água que nos 50 anos da nossa AUTONOMIA não houve tempo suficiente para levar a cabo a obra de ABASTECIMENTO DE ÁGUA àquela Graciosa Ilha que nem um terço da população dos Arrifes por lá continua a viver e por fim, com roqueiras e outros foguetes de ribombar, a construção da Marina, convictos que vai ser uma nascente para o desenvolvimento daquela tão radiosa e acolhedora ilha da zona mais central do Arquipélago! Não nos enganemos porque é preciso acertar as contas e as vírgulas, aumentar a população e entender melhor que prioridades devem passar à frente de tudo com o ORÇAMENTO a esticar até mais não poder! E isto aplica-se para todas as ilhas e ilhéus já contando com a valorização estratégica dos Açores nas suas cinco dimensões essenciais : terra, mar, ar, espaço e mar profundo, como recentemente definiu Artur Lima.

2. Turismo. Já é velha a queixa, antigos os lamentos, ferozes os sufocos de incredulidade! O mais conhecido e imponente MIRADOURO DOS AÇORES, que é a jóia da VISTA DO REI está desprezado. Há um por ali perto que já o ganha em multidão a apreciar bem do alto do famigerado HOTEL, há anos abandonado, a bela vista que bem mais abaixo é do REI. Um maravilhoso recanto que merecia outro tratamento e outra atenção em vários domínios, desde logo no alargamento dos espaços para fruição e lazer, bem ornamentados e cuidados e não com banquinhos do chinês e criação de mais espaços de estacionamento, pavimentados e demarcados, imprescindíveis para a larga procura daquele sumptuoso espaço turístico. As casas de banho estão ao abandono tal qual há muito verifiquei pessoalmente e ninguém olha por nada! Nem sei se o governo sabe disto! Uma vergonha! Aquele espaço do mais genuíno e belo do nosso património natural, no caso do Turismo e do Ambiente, merece um sério investimento e um permanente acompanhamento com reposição dos estragos (principalmente nas Instalações sanitárias) e manutenção diária para não se vislumbrar a incúria e o desmazelo a que ele tem sido votado! E com tanta gente a falar mal, tudo vai continuar na mesma! Vejam só e tenham dó!

3. Urgências. Uma das coisas boas que ganhamos com a DEMOCRACIA e com a AUTONOMIA, foi o SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE que os açorianos muito prezam e até se orgulham da competência dos que trabalham no HDES que todos os açorianos recorrem quando estão doentes. Há queixas, como todos sabemos, das longas listas de espera para cirurgias, para consultas e para exames! As competências são evidentes em todos os Serviços e o tratamento e acompanhamento são dos melhores da Europa. Mas fiquei deveras preocupado e triste com o que me disse um meu familiar. A idosa sentiu-se mal e chamaram a Ambulância e já no HDES examinaram-na e colocaram uma pulseira verde, pois eles é que sabem! Então, a pobre da senhora esperou 6 horas para ser atendida e acabou por ficar internada para exames! Assim não!

4. Abandonados. Volta a triste história dos sem-abrigo que, apesar de menos , dormem e instalam-se nas arcadas da praça Gonçalo Velho, uns a sul e os outros a poente, mas estes montam o abrigo com papelões e fica-nos um mini bairro de papelão! Custa ver sem nada poder fazer e ninguém acredita que, ao longo deste Verão que agora terminou, ninguém do Governo e da Câmara e das várias Instituições financiadas, tenha visto o triste panorama e, mesmo assim, ficou tudo na mesma! Estes ainda não são novos idosos! São pessoas martirizadas, quase todos ligados ao abandono, ao álcool e às sintéticas, fruto da sociedade que temos!

5. Plano Pastoral. A Diocese de Angra apresentou o Plano Pastoral para 2026/ 2027, com o título “Como chegar à outra margem“ que assenta em três dimensões fundamentais : acolhimento, conversão e missão. D. Armando Esteves Domingues salientou que “ Passar à outra margem pode significar chegar aos que vivem uma relação frágil ou intermitente com a Igreja, “ e reconhecer as outras margens principalmente nos espaços onde “ faltam escuta e proximidade “.

No início do Outono de 2026
Por: Eduardo de Medeiros

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