A doutorada em História e Representante da República nos Açores, Susana Goulart Costa, alertou para os perigos que a má utilização da Inteligência Artificial (IA) representa para o património cultural, defendendo a necessidade de manter uma visão crítica sobre a interpretação, gestão e divulgação dos bens patrimoniais.
A também professora da Universidade dos Açores abriu o XXIV Simpósio de Centros Históricos e Património das Canárias, com uma conferência realizada na Quinta-feira, nas Pirâmides de Güímar, onde abordou os desafios colocados pela utilização da Inteligência Artificial na interpretação do património.
“A IA pretende saber tudo, a sua tendência natural é ser Deus e, para isso, inventa onde existe um vazio de conhecimento humano, recria a realidade, pelo que corremos o risco de o nosso futuro ser quase completamente inventado”, reflectiu Goulart.
Perante este risco, a historiadora defendeu a promoção de “uma visão crítica” que permita “distinguir a imaginação, que é necessária, da evidência” na gestão, interpretação e divulgação dos bens patrimoniais.
A sessão de abertura contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Güímar, Carmen Luisa Castro, e do Presidente do CICOP, Francisco Aznar.
O encontro reúne especialistas de vários países e é organizado pela Fundação CICOP (Centro Internacional para a Conservação do Património) e pela Câmara Municipal de Güímar.
Güímar é um município espanhol localizado na província de Santa Cruz de Tenerife, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias.
