Vacinação contra a gripe e a terceira dose contra a Covid-19 está a decorrer em bom ritmo em todas as ilhas para evitar contágios no Natal

A campanha de vacinação contra a gripe já arrancou na sua primeira fase na terceira semana de Outubro e a Secretaria Regional da Saúde adiantou que já foram administradas, até ontem, quase 8.300 vacinas contra a gripe em todas as ilhas dos Açores. Esses números dizem respeito apenas ao Serviço Regional de Saúde, cujas inoculações são ministradas pelos Centros de Saúde do arquipélago gratuitamente para pessoas com mais de 65 anos de idade, profissionais de saúde, bombeiros, internados em instituições (lares) e para os grupos de risco, entre os quais os diabéticos e portadores de trissomia 21, entre outros. A restante população, mediante declaração médica, pode fazer a tomar a vacina contra a gripe (comparticipada) nas farmácias.
Teresa Almeida Lima, Delegada Regional da Associação Nacional de Farmácias, desconhece quantas vacinas contra a gripe foram adquiridas pelas farmácias dos Açores, porque cada uma faz o seu pedido de forma independente. Contudo, adianta que não há falta de vacinas contra a gripe nas farmácias. “Este ano todas as farmácias adquiram o número de vacinas que quis, não houve quaisquer dificuldades na aquisição e há vacinas em stock”, garantiu Teresa Almeida Lima.
A par da vacina da gripe está a ser também administrada a terceira dose da vacina contra a Covid-19, considerado como um reforço e prevenção, mas apenas para os utentes dos lares de idosos e unidades de cuidados continuados da Região.
De acordo com o Director Regional da Saúde já estão administradas nos Açores nos diferentes centros de saúde e em todas as ilhas 1.500 doses, principalmente para os que estão institucionalizados, num processo que começou com as equipas da saúde a irem de instituição em instituição para vacinar os utentes, só que agora o ritmo avança porque são inoculados os utentes, tanto com as vacinas da gripe como com as vacinas anti-covid, sendo que o número de pessoas que recusam a vacina não tem expressão. Berto Cabral diz mesmo que o número de pessoas que recusaram foi muito residual, devido ao receio e sobretudo devido aos efeitos secundários das primeiras tomas da vacina que as pessoas tiveram.
O reforço da vacina contra a Covid-19 destina-se a pessoas com mais de 65 anos, o que nos Açores deve ser de cerca de 36 mil pessoas, numa altura em que cerca de 83% do total da população açoriana está vacinada com as duas doses da vacina.
No geral, o ritmo de vacinação é diferente em várias ilhas, uma vez que, como lembra Berto Cabral, as ilhas mais populosas como São Miguel e Terceira, têm mais instituições: “As ilhas não vão estar ao mesmo ritmo. Há ilhas que ainda vão estar a vacinar doentes institucionalizados e outras que já vão estar na população geral com mais de 65 anos”, adiantou o Director Regional da Saúde, explicando que as ilhas mais populosas, São Miguel e Terceira, têm mais instituições. Uma data para concluir a toma da terceira dose não foi avançada, porque segundo o Director Regional, o importante é que a conclusão da administração das doses de reforço seja feita antes da época crítica que é o Inverno, principalmente no período festivo de Natal, onde as pessoas têm um maior número de contactos, “como aconteceu no ano passado”, lembra.

Modalidade ‘Casa Aberta’ no
Centro de Saúde de Ponta Delgada

Em concreto na ilha de São Miguel, a Unidade de Saúde de Ilha (USISM) adiantou que o processo começou na data estipulada pela Direcção Regional de Saúde, sendo que  a operação arrancou “com as vacinas necessárias para começar a administração das mesmas e de acordo com o stock”, mas não avançou o número, muito embora a Secretaria da Saúde tenha avançado com o número das inoculações já efectuadas, por ilha (ver quadro).
A USISM avançou ainda que “na 1ª fase da vacinação destinou-se à vacinação em determinados contextos, incluindo residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados, profissionais do Serviço Regional de Saúde (SRS) e grávidas”.
Já a 2ª fase integra “os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, incluindo os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos”.
A USISM sublinha que “a co-administração das vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe no mesmo dia é possível e são administradas em locais anatómicos diferentes, ficando ao critério do utente optar por uma administração em dias diferentes. Neste caso, deve ser respeitado o intervalo de 14 dias entre administrações”.
Já no que respeita à modalidade “Casa Aberta” “mantêm-se no Centro de Saúde de Ponta Delgada”, apenas para as pessoas que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19”. Questionada a USISM da razão porque não continua a “Casa Aberta”  nas Portas do Mar, a Administração das USISM adianta que “o número de pessoas que falta vacinar não justifica a utilização daquele espaço”.
Para prevenir as infecções respiratórias, para além da vacinação contra a gripe e da Covid-19, são essenciais a higiene das mãos, a etiqueta respiratória (tossir ou espirrar para um lenço descartável ou para o antebraço) e no caso de estar infectado é aconselhado o distanciamento social no caso da gripe e no caso da Covid-19 a pessoa deve resguardar-se e contactar a linha de saúde.                         
          

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