Duas alemãs lançam hoje livro sobre a história de uma família de cachalotes no mar dos Açores lançada amanhã

Duas cidadãs alemãs, Dagmar Mehlis (escrita) e Gabriele Farster (ilustração) vão lançar pelas 18h00 de hoje, no Hotal Marina Atlântico o livro ‘Greta e Moby – Aventuras nos Açores’ que conta a história de uma família de cachalotes nos mares da Região.
No prefácio, Dagmar Mehis – que reside há mais de 10 anos na Região – escreve que, nos Açores, a paisagem “é predominantemente marcada por informações vulcânicas fantásticas, verdades pastagens divididas por sebes de hortênsias, praias de areia nega e crateras com lagoas” e que “a grande variedade e beleza da ilha continuam debaixo de água”.
“O mar, com a sua incrível diversidade de flora e fauna, é o habitat do cachalote. Este amável gigante tornou-se a espécie emblemática dos Açores”, escreve.
Na opinião de Dagmar Mehis, “apesar de estar cada vez mais ameaçado, este mundo submarino, pleno de maravilhas naturais, ainda pode ser experienciado em toda a sua plenitude”.
Greta e o Moby vivem com a mãe, a avó, e duas tias
“Quando a mãe diz que ama São Miguel com todo o seu coração, Moby geralmente começa com risinhos e dá-me uma cotovelada. As minhas duas tias e a avó reviram os olhos com ar cúmplice, pois todos nós sabemos que ela a seguir vai dizer: “E isto vale muito, pois, nenhum outro ser vivo tem o coração maior que nós!”.
A mãe veio para os Açores “há muitos anos e percebeu logo que queria ficar para sempre. “Não há lugar melhor no mundo inteiro”, diz ela, vezes sem conta. “Há sempre comida de sobra para nós, as temperaturas da água são muito agradáveis e olhem só para esta magnífica vista da ilha…”
O livro, além de contar a história da família de cachalotes, com base na sua vivência diária, desde as brincadeiras à sua alimentação, tem uma componente pedagógica muito forte sobre os mamíferos e, em particular, sobre as várias baleias que ainda abundam nos mares.
A família vai de férias e, obviamente, escolhe a embarcação turística em madeira ‘Moby Dick’ para efectuar a viagem. “Num instante, estamos ao pé do barco. As pessoas a bordo olham para nós em alvoroço, maravilhadas por nos verem. “Podem nadar mais perto do barco”, diz a mãe. “O José Fernando Costa (dono do “Moby Dick”) é um bom amigo nosso”. Depois ouvimos as palavras do comandante; ele não só ama o mar como também partilha os seus conhecimentos sobre nós e os golfinhos”.
“Nadamos à volta do barco algumas vezes, pois parece que as pessoas a bordo estão adorando ver-nos. “Vamos fazer um espectáculo especial”, sugere a tia Ceta e, sob iniciativa dela, todos nós levantamos as nossas barbatanas no ar, acenamos para as pessoas e mergulhamos juntos”.
No livro, onde se aprende a arte do mergulho e como as baleias comunicam entre si, a família de cachalotes passa também pelo submersível ‘Lula’ e vai cumprimentar os “amigos Kirsten e Joachim”.
Ao longo do livro, recorda o período da caça à baleia nos Açores “algumas décadas atrás”, observando uma antiga fábrica com uma alta chaminé. “Eu nem quero ver”, murmura a avó, “isso já foi há muitos anos”.   E, quando está quase a chegar ao destino, a família de cachalotes, ao vir à superfície, vê um veleiro na sua direcção e, no convés, de pé, está uma menina de tranças: “Esta é a Greta (Thunberg), uma menina muito especial”, explica a mãe, em júbilo. Ela vai a caminho da América. Nós decidimos oferecer-lhe umas boas-vindas calorosas aos Açores. Queremos agradecer-lhe por toda a luta que tem vivido, por nós e pela natureza, de forma pacífica. A Greta e a mais jovem geração de humanos são a nossa esperança”.
O livro, para crianças e adultos, tem, ao longo da sua história, mensagens de defesa das espécies, da fauna e flora marinhas, ficando em aberto que Greta e Moby podem voltar em breve com novas aventuras nos Açores.            

J.P.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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