19 de junho de 2022

Recados com Amor...

Meus queridos! Telefonou-me esta semana a minha prima Maria das Velas, toda contente porque a ilha de São Jorge, logo na altura em que os cientistas e os técnicos que assentaram arraiais na capital do queijo… desceram o grau do nível sismo -vulcânico, quiçá com grande pena dos próprios, a ilha do “tremor” foi teatro para dois acontecimentos mediáticos, com a vinda dos 16 pares dos casamentos de Santo António, da capital, em lua-de-mel, e ao mesmo tempo com as jornadas parlamentares dos socialistas açorianos… Pode não ter sido um casamento perfeito, mas diz a minha prima que a ilha fervilhou e acabou por ser notícia em todo o país, numa semana em que também por São Miguel, a TVI esteve com um programa de horas com o Ilhéu da Vila como fundo… O pior é arranjar quem queira trabalhar para receber tanto turista por essas ilhas abaixo… Não vai ser fácil!

Ricos! Falando ainda de coisas boas, a minha prima Maria da Praia contou-me que foi muito comentada a recepção que teve lugar no aeroporto da Praia da Vitória no primeiro voo da SATA AirAzores que ligou Montreal à Terceira, uma operação que vai durar cerca de quatro meses. A recepção foi brindada com champanhe… Maria da Praia diz que não sabe se coube um copo a cada passageiro chegado… e o Vice-presidente Artur Lima aproveitou a ocasião para anunciar as remodelações que vão ser feitas na aerogare das Lajes para acolher o novo fluxo de passageiros… Maria da Praia diz que espera agora que sejam anunciadas, aquando da chegada a São Miguel de um voo internacional vindo de Nova York… e com igual pompa e circunstância… as obras de ampliação de vários serviços da aerogare do aeroporto João Paulo II. O problema é que essas obras dependem da ANA que explora o aeroporto, enquanto a aerogare da Terceira é gerida pela Região…


Meus queridos! Ainda falando sobre o voo entre Montreal e a Terceira, todos sabem que sempre repudiei aqui nos meus recadinhos qualquer coisa que fosse ou cheirasse a bairrismos ou divisão entre ilhas, porque sei bem o que custou trabalhar por este ideal da unidade açoriana. Mas também fico menente com o descaramento de algumas cabeças coroadas que por aí abundam e que quando vêem uma opinião contrária, a primeira coisa que fazem é dizer que aquilo é bairrismo e divisionismo. Foi o que aconteceu esta semana com a inauguração do novo voo da SATA entre a Terceira e Montreal, no Canadá. O voo vinha quase cheio, o que prova que razões tinham os açorianos quebequenses de andar há anos a reclamar por voos directos para os Açores…. Embora mais do que metade desses passageiros vinham em trânsito com destino a Ponta Delgada ….pelo que tiveram de tomar outro avião que os levasse  ao ponto de chegada …Só espero pelas contas no fim da experiência para saber se a rota foi ou não uma opção política … O que está em causa não é entrar numa ilha ou noutra…. Trata-se apenas de uma questão de fazer contas e saber onde se perde e onde se ganha…


Ricos: O marido da minha afilhada Josefina, que mora para os lados da Lomba da Maia, não perde nenhuma Quinta-feira sem ir, com o seu tractor e respectivo atrelado, até à Feira, em Santana, para negociar algum do seu gado e também para usufruir do são convívio que ali se estabelece, semanalmente, entre lavradores e o público que se desloca em grande número para comprar os produtos hortícolas, acabados de colher. Acontece é que nestes últimos tempos ele tem encontrado vários contratempos na saída da Canada da Meca para entrar na estrada regional da Ribeira Grande, em virtude da confusão do trânsito que ali se gera, com filas intermináveis, dado que a estrada de ligação de Santana à Ribeira Seca está entupida há várias semanas. O marido da Josefina procurou saber o que se passava, tendo-lhe sido explicado que aquelas obras de “santa Engrácia” eram a ligação do saneamento básico da cidade da Ribeira Grande até à ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) construída com os dinheiros do EFTA em Rabo de Peixe. Acrescentaram-lhe ainda que a população daquela vila está deveras desagradada com a solução de não construir uma ETAR na Ribeira Seca, como prevê o PDM, para não atrapalhar a qualidade das águas que é exigida pelos surfistas e vai daí lembraram-se de mandar para Rabo de Peixe as imundas águas residuais da cidade. O povo da vila diz que o problema está na falta de gente capaz de dar um murro na mesa e dizer que basta o abandono a que estão votadas as obras de santa Engrácia em Rabo de Peixe…. A minha comadre Angélica diz que qualquer faz um a levanto na Junta de Freguesia porque o que não presta só poderia ir para Rabo de Peixe… Angélica diz que esperem pelas próximas eleições para verem a ira da vila de Rabo de Peixe!


Ricos! A minha prima Maria dos Flamengos telefonou-me esta semana a dizer que reinava na cidade-mar uma grande alegria, porque tinha chegado um moderno e grande órgão de tubos para a Igreja do Carmo, recentemente e ainda não totalmente recuperada, onde está instalado o Museu de Arte Sacra da Horta. Disse-me ela que era grande a satisfação do seu dinamizador e director, o sempre dinâmico padre Marco Luciano que para além da pastoral tem na música uma das suas grandes paixões. Fiquei contente e mando um ternurento beijinho de parabéns, mas dei comigo a pensar quando irá acontecer o mesmo com a Igreja de Todos os Santos, em Ponta Delgada, Núcleo de Arte Sacra do Museu de Santo André e espaço ímpar de concertos de música clássica e contemporânea. É que eu não me esqueço do apelo e dos artigos que escreveu o meu querido presidente emérito Mota Amaral a salientar a importância de aquele templo vir a ter um órgão de tubos… Mas até agora parece que nem pilim para um harmónio apareceu… Pode ser que agora alguém se lembre de repegar o assunto…


Meus queridos! O Pico da Pedra celebrou em pleno dia de Corpo de Deus os seus 187 anos de elevação a freguesia e, para além da habitual sessão comemorativa, este ano a festa, disse-me a minha prima Teresinha, contou com a inauguração da placa toponímica de rua que numa iniciativa da Junta de Freguesia e Câmara da Ribeira Grande tomou o nome do empresário e conhecida figura da terra, José Cabral Dias, que assim vê o seu nome perpetuado, quatro anos passados sobre a data da sua morte. Um exemplo de como um cidadão, mesmo dentro do seu meio e nos seus afazeres se pode distinguir, no serviço e na maneira de estar em sociedade. O meu ternurento beijinho pela iniciativa que estendo à família do homenageado, na pessoa de um dos seus filhos, o meu querido Osvaldo Cabral, Director executivo do velhinho Diário dos Açores, deste Grupo editorial da Gráfica Açoreana… Justa homenagem!


Ricos! Estamos em pleno tempo das festas do Divino e a gente sabe que são as festas mais populares que existem e que é o povo que dita como elas se fazem. Mas há elementos que fazem parte da essência da festa e que hoje estão a ser completamente abandalhados e folclorizados, de tal modo que daqui a dias há tradições que estarão irreconhecíveis. Ainda há dias estava eu com a minha sobrinha neta a ver a saída de uma coroação de uma igreja, acompanhada de uma folia (não confundir com foliões)… Tocavam e cantavam o hino do Espírito Santo com tantos erros de música e tantas deturpações de letra que os querubins e outros coros angélicos deviam estar a tremer… Sei que estas festas não têm dono, mas se não houver quem lhes deite a mão, vão se tornar em grandes momentos de sopas, carne e vinho…


Ricos! A minha sobrinha neta que gosta de andar pela net e que já não sabe viver sem ela, disse-me um dia destes que queria obter umas informações sobre o IAC (Instituto Açoriano de Cultura), lá do Alto das Covas, na cidade-património, e que muitas e boas obras tem editado, mas ao que ela viu, o que lá aparece é que o site está em actualização, mas os últimos dados que lá estão são de 2017. E nem a galeria dos directores está actualizada. Não acredito que seja necessário deixar passar cinco anos para renovar uma página que deveria estar sempre ao serviço das pessoas. A minha sobrinha-neta faz colecção da revista Atlântida, mas lá no site, a dita cuja, para venda ainda vai em 2020… Será que foi por via do bicho?


Ricos! A minha prima Maria da Vila esteve esta semana na Assembleia Municipal da velha capital que decorreu no Centro cultural de Água d’Alto, aberta à população que quis assistir e intervir. Entre muitos votos de louvor e congratulação, foi apresentado um pelo percurso desportivo do velho clube Vasco da Gama, que em futebol, conquistou pela primeira vez na sua história a taça de São Miguel, precisamente contra o Benfica Águia aqui da minha cidade norte. Quando se esperava que o voto fosse aprovado por unanimidade, eis que surge uma abstenção… Surpresos, todos olharam, mas rapidamente entenderam e aplaudiram… É que o dinâmico Presidente alma do Clube, o sempre irreverente Armando Rodrigues, é também membro da Assembleia Municipal, e logo esclareceu que, por fazer parte da Direcção do Vasco da Gama, não se sentia bem votando a favor… Um ternurento beijinho pela atitude…

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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