Caixa de Crédito Agrícola dos Açores comemora o seu centenário com livro “Cem anos de convicção”

A Caixa de Crédito Agrícola dos Açores celebra no dia 27 de Junho o seu centenário. A data será assinalada com o lançamento do livro evocativo do centenário “Cem Anos de Convicção – O centenário da Caixa de Crédito Agrícola dos Açores”, da autoria de Madalena San -Bento.
No livro, o leitor pode encontrar a história da Caixa Agrícola dos Açores, acerca da qual a autora fez uma grande pesquisa histórica e factual de acontecimentos dos cem anos da Caixa, associada à economia açoriana e factos relevantes da sua evolução, com períodos prósperos e outros menos prósperos, aos quais a Caixa se adaptou e ultrapassou com sucesso.
Segundo dados históricos, o Crédito Agrícola em Portugal foi fundado pela lei publicada no dia 1 de Março de 1911 da autoria do Ministro do Fomento do então Governo da República, Brito Camacho.
Madalena San-Bento inicia a sua obra com referências a este facto e alguns dados factuais, contando que a criação da Caixa Agrícola teria vindo a colmatar uma falha de mercado que era sentida pelos agricultores da Região, que necessitavam de crédito para as suas actividades e estavam sujeitos à usura dos mais abastados, movimentando-se um mercado de crédito na esfera particular. No entanto, pelas pesquisas levadas a cabo pela autora, pode verificar-se que as raízes do Crédito Agrícola nos Açores remontam a 1843, com a criação da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, que tinha como objectivo a criação de um banco rural, exactamente para combater a usura.
Em 1911, os cultivadores de ananás decidiram fundar uma caixa económica, mas foi em 1922 que foi criada a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Sócios do Sindicato dos Cultivadores de Ananás da ilha de São Miguel, com sede em Ponta Delgada e com um capital social de 9.450$00.
A partir dessa data outras caixas agrícolas foram fundadas na ilha de São Miguel, todas elas ligadas directa ou indirectamente ao cultivo do ananás e à exportação do mesmo produto.
A evolução da constituição de caixas agrícolas continua por todo o arquipélago sendo, então, o Presidente da Caixa de Ponta Delgada, João Matos Couto, referenciado como o “pai” do Crédito Agrícola dos Açores, e na página 88 do livro é referenciado o jovem Francisco Amâncio.
Mas, o grande momento histórico das caixas agrícolas dos Açores reporta-se à data de 16 de Outubro de 1993, com a celebração da escritura de fusão de todas as caixas da Região Autónoma que passam a constituir a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Açores, escritura que foi lavrada no Hotel Açores Atlântico em Ponta Delgada, onde Francisco Macedo teve um papel aglutinador e de liderança ímpar. Este foi o momento mais marcante da história da Caixa dos Açores e a partir de então, com o dinamismo e inteligência do seu líder e de toda a equipa que o acompanhou, criaram um banco universal na Região Autónoma dos Açores, transformando-se esta Caixa numa das maiores e melhores de todo o SICAM, ao qual aderiram.
Assisti a várias das suas intervenções, tomei como bons os seus conselhos, foi mais que justa e merecida a homenagem que o Governo da Região Autónoma dos Açores lhe prestou na inauguração da nova sede em Ponta Delgada em 2007. Podemos apreciar nesta obra algumas referências pessoais da figura incontornável deste Açoriano que amava a sua Terra e o Crédito Agrícola. Deixou a Caixa bem entregue. Soube preparar a sua sucessão. A Caixa Agrícola dos Açores, continua através do seu actual presidente, António Manuel Melo Gomes de Sousa, a honrar a sua memória, a sua missão de apoio à economia da Região e ainda mais interligada com o SICAM. Na história das instituições são frequentemente citados os fundadores, mas não menos importantes são os continuadores.”
A sessão comemorativa do centenário será no próximo dia 27 de Junho de 2022, pelas 17h45, no Grand Hotel Açores Atlântico, em Ponta Delgada.

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker