Indústria de lacticínios dos Açores aumenta produção de queijo e diminui leite em pó nos primeiros quatro meses de 2022

A indústria de lacticínios dos Açores baixou, entre Janeiro e Abril deste ano, a produção de leite em pó e leite para consumo e aumentou a produção de queijo.
Nos primeiros quatro meses deste ano foram produzidas 11,5 mil toneladas de queijo, mais 668 toneladas do que no mesmo período do ano passado.
Em contrapartida, a indústria de lacticínios produziu de Janeiro a Abril 6,4 mil toneladas de leite em pó (menos 892 toneladas que igual período do ano passado); e 37.277 mil litros de leite para consumo (menos 2.833 mil litros que nos primeiros quatro meses de 2021).
No mesmo período deste ano, a produção de iogurtes foi de 182 toneladas, mais 72 toneladas que em igual período do ano passado.
A Presidente do Centro Açoriano de Leite e Lacticínios anunciou, recentemente, na Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa Regional que, em média, da produção anual do leite da Região, 43% vai para queijo; 22% para leite em pó; 17,8% para leite em consumo;  15% para manteiga; e 10% para natas e iogurtes.
Entende a responsável que, nos 22% do leite em pó produzido na Região “há margem para as indústrias ganharem algum”.
Comparando com o continente português, a mesma responsável referiu que “apenas 7,7% da produção anual de leite é que vai para queijo, o que implica grandes importações, havendo aqui uma mais-valia, com o queijo de qualidade de São Jorge e São Miguel, queijos belíssimos (…)”.
Enquanto, do leite produzido nos Açores, 22% vai para leite em pó; no continente português a produção de leite em pó representa apenas 4,9% da transformação do leite produzido. “Ou seja, valorizam o máximo que podem, tendo por isso muito pouco leite em pó”.
Enquanto nos Açores, o leite para consumo representa 18% da produção anual de leite, no continente o leite para consumo representa 45% da produção anual.
Na Região, a produção anual de manteiga consome 15% da produção anual de leite enquanto no continente, esta percentagem é de apenas 5%, “realçando a qualidade da manteiga açoriana”.
A Presidente do Centro Açoriano de Leite e Lacticínios falava na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, a propósito de uma proposta de resolução de Nuno Barata, do Iniciativa Liberal, para a criação de um mecanismo compensatório para o sector dos lacticínios.
                                                       

J.P.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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