Ponta Delgada vai receber Congresso nacional das Agências de Viagens e Turismo em Dezembro

Na apresentação do Congresso, as primeiras palavras do Presidente do Governo Regional foram de “satisfação” pelo regresso do evento aos Açores, algo que nas suas palavras e para além de significar prestígio, “conforta-nos porque estamos a fazer bem em matéria de projecção dos Açores enquanto destino turístico”. 
José Manuel Bolieiro destacou também o facto de a região ser hoje um exemplo de sustentabilidade ambiental. 
“Somos um exemplo pela prática e por isso apresentamos pergaminhos de uma região, de uma economia que tem um histórico e uma experiência de desenvolvimento sustentável. Não procuramos o crescimento económico sem um enquadramento no nosso desenvolvimento sustentável”, referiu antes de garantir que “não é o turismo que se imporá à nossa estratégia, é a nossa estratégia que enquadrará o turismo que temos e que queremos ter nos Açores”. 
Considerando que esta actividade económica “é uma boa alavanca para o desenvolvimento dos Açores”, o governante salientou igualmente que “o nosso património natural é uma referência no País, na Europa e no Planeta. No que diz respeito aos oceanos, uma das maiores investigadoras do mundo considerou-nos um hotspot e nós somos efectivamente um arquipélago de natureza de esperança no futuro. Somos as raízes da esperança do desenvolvimento sustentável e compatível com a natureza”. 
Bolieiro realçou igualmente a importância de os Açores se consolidarem “enquanto destino de congressos”.
“Poderá estimular uma mensagem dos Açores como destino turístico de congressos em época baixa e, portanto, de combate à sazonalidade. De bem-estar, de promoção, de reflexão e de acolhimento extraordinário”, referiu. 
O Presidente do Governo Regional anunciou durante esta conferência de imprensa que será apresentado, “em breve”, um Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico dos Açores. 
“Apontaremos um rumo estratégico para o nosso desenvolvimento com diálogo social, com participação dos stakeholders mas com convicção e princípios estratégicos que correspondam a esta modernidade do nosso desenvolvimento sustentável e da mobilidade turística planetária onde os Açores são referência”, afirmou antes de salientar que a região sente presentemente “menos constrangimentos de acessibilidade”. 
Questionado pelos jornalistas, Bolieiro deixou a garantia de que “não há e não haverá uma na aposta massificação (…) Não haverá abuso de construção”, destacou o governante que deixou alguns exemplos sobre a aposta realizada na vertente da sustentabilidade ambiental.
“No que diz respeito às actividades marítimo turísticas, queremos desenvolvê-las como um potencial de valorização da natureza e, por isso, fomos um exemplo no planeta e na economia porque substituímos a apetência pela economia extractiva por uma economia de conservação e preservação quando passamos do whale hunting para o whale watching”, referiu. 
O Presidente do Governo Regional voltou a lembrar o objectivo de “criar uma reserva marinha protegida que, não só condiciona a economia extractiva, designadamente aquela que possa ser mais identificada de forma directa - a Pesca – mas também no que diz respeito às actividades marítimo turísticas (…) Estamos disponíveis, num quadro de desenvolvimento sustentável, a regular as actividades e não haverá excesso nem abuso delapidador do nosso capital de natureza que é uma referência essencial, não só da nossa história e do nosso presente, mas sobretudo do nosso futuro”. 

Pedro Costa Ferreira - Presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo
Já o Presidente da APAVAT começou por destacar o facto de esta ser a 5ª vez que o Congresso se irá realizar nos Açores (1995, 2006, 2013 e 2018) e realçou igualmente que a região se encontra alicerçado em “três grandes pilares que são na verdade a modernidade do turismo; a natureza, autenticidade e sustentabilidade”. 
“Os Açores não são ideias feitas, são realidades, instrumentos de política e são base de crescimento coerente e sustentável. Desse ponto de vista julgo que não poderíamos estar em melhor local para fazermos a reflexão do turismo nacional”, afirmou.
Pedro Costa Ferreira, referindo-se concretamente a um Congresso que ‘arrasta’ consigo “mais de 500 pessoas”, realçou que este reúne todos os stakeholders do sector. 
“É um Congresso organizado por agentes de viagens, mas é historicamente um congresso do Turismo português, onde fazemos uma reflexão do que tem acontecido e onde são traçadas algumas bases sobre aquilo que, do nosso ponto de vista, é o caminho a percorrer”, referiu. 
Para além de destacar que o evento “quebrará a sazonalidade”, Pedro Costa Ferreira salientou também a importância de realizar o Congresso em território nacional. 
“Vai realizar-se em Portugal apesar de ter existido muita conversa sobre a possibilidade de o fazer este ano no estrangeiro (…) Com as sucessivas crises que temos passado, focamo-nos muito no Turismo interno e, depois de alguma reflexão, decidimos mantermo-nos em Portugal e neste caso nos Açores”, disse.           
                                         Luís Lobão   
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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