MAT – Me And Them, nova loja de pronto a vestir em Ponta Delgada

Conjuntos iguais para toda a família disponíveis em conceito inovador na Região

“Tentei trazer para os Açores algo que cá ainda não havia, pela experiência como mãe, porque tenho duas filhas e é sempre difícil encontrar um conjunto que combine entre todos nós lá em casa. Deparei-me sempre com alguma dificuldade em encontrar roupa igual para toda a família sendo algo que gosto muito. Mesmo em Portugal continental nunca encontrei esse conceito e foi então que surgiu a ideia de abrir uma loja que atendesse a essa necessidade”, começou por explicar à nossa reportagem.
Não se pense que se trata de algum franchising. Joana Corvelo trabalha com alguns fornecedores do estrangeiro, “se bem que a sua ideia inicial era poder ter produção própria, desenhar a sua própria roupa e costurar, realidade que não foi possível por questões burocráticas”. Deste modo, antes que alguém se antecipasse neste conceito, a nossa entrevistada decidiu avançar com o projecto de outra forma.
Alguns dos fornecedores da MAT – Me And Them “são Europeus e outros provenientes da Ásia, mas todos os nossos produtos são de qualidade, desde linho a algodão até a gangas e estano. Deste modo estamos a tentar ir ao encontro das necessidades de todos os açorianos em geral”.
Para já, a MAT funciona com uma colaboradora a tempo inteiro, a Verónica, que tem sido o braço direito desta empresária em toda a logística da loja, que no ramo da roupa domina como poucas. “Foi ela quem abriu a loja, criou todo o preçário, organizou cada prateleira, cada expositor... É uma excelente profissional, com 19 anos de experiência no ramo, decidindo comigo abraçar esta aventura e dar este passo na sua carreira”.

Um grupo, cinco empresas

Joana Corvelo é CEO (Directora Executiva) e fundadora de outras empresas, a começar pela LCEvents. “Sempre quis ser arquitecta. Na altura não havia possibilidade de poder estudar fora dos Açores e acabei por concluir um curso de professora de História do qual exerci pouco. Maioritariamente trabalhei como assistente de bordo na SATA, mas acabei por me tornar empresária quando abri a primeira empresa em 2017, uma unidade de eventos destinada a realizar casamentos, comunhões, baptizados e outras cerimónias e festas a preços acessíveis a todo o tipo de classes sociais. Para complementar este conceito juntou-se o meu marido como fotografo depois de um curso superior no Instituto de Fotografia do Rio e Janeiro.
Quase em simultâneo abrimos a nossa empresa de alojamento local, a LC – House, mas posteriormente veio a pandemia da Covid-19, que atrapalhou, um bocado, os nossos planos logo ali na fase inicial de abertura.
Sem querer desistir, daquilo que me faz feliz, decidi que não era a Covid-19 que me iria fazer largar mão de tudo o que havíamos conquistado até então e decidi encontrar outra fonte de rendimento que nos sustentasse naquela fase mais negra dos negócios. O confinamento refletia-se numa maior vontade de remodelar e alterar a casa. E como eu haviam muitas outras pessoas. Então comecei por publicitar fotografias do interior da minha casa (visto que foi toda desenhada por mim e construída pelo meu marido) nascendo assim a nossa "Madeirarte - Design e Construção", que tem vingado imenso no mercado de interiores com as nossas ofertas de peças únicas em madeira, paredes e tectos em gesso e chãos em vinílico e soalho flutuante. Começou por ser uma solução provisória para a falta de rendimentos e acabou por se tornar a ocupação a tempo inteiro do João e da sua equipa.
Brevemente, pretendemos iniciar um novo alojamento local numa moradia no centro da cidade, mas esse é um projecto ainda muito prematuro.
Para já, quero apenas desfrutar desta nova fase e fazer da MAT o dobro daquilo que ela é hoje!”

Família e outros hóbis possíveis

Com tanto para fazer, para além da sua vida familiar, será que resta mais algum tempo para Joana Corvelo? A resposta foi prática: “Não resta (risos), mas tento tirar um dia por semana para a família, mas para conseguir este dia na semana, tenho que tirar, às vezes, o dia da família a alguns dos meus colaboradores, é difícil, por isso é que as folgas são rotativas” para tentar agradar a todos. justificou.
No total, o Grupo Jota tem seis dedicados colaboradores a tempo inteiro, nas cinco empresas.
Em termos de hóbis, Joana Corvelo não perde oportunidade para dar um “pezinho de dança”, frequentando inclusivamente aulas de música africana, mas não só, porque também encontra motivos para ler. “Leio bastante, nomeadamente livros de desenvolvido pessoal, que me ajudam muito a crescer enquanto pessoa e empresária. Aliás, foi um livro que mudou a minha vida e que me fez ser a empresária que sou hoje. Não só como empresária, mas como pessoa. Pelo que gosto muito de ler livros que me façam crescer nesse sentido.
Além da dança, da leitura e de passar tempo com a família, tento ainda viajar, mas é muito complicado conciliar tudo e quem é empresário sabe disso. Costumo dizer que não se trata de força de vontade, mas sim de disciplina!”.
Joana Corvelo é natural da ilha Graciosa, mas já vive em São Miguel há muitos anos.  
O sonho comanda a vida e é esse sonhar que, por vezes, nos faz crescer. Verónica entende que “agora devemos expandirmo-nos para a ilha Terceira, visto que o nosso conceito da MAT é também muito procurado no Grupo Central do arquipélago e para lá enviamos muitos artigos que nos são requisitados. Sei que não é impossível e sei que trabalho para isso, porém também sei que se não fosse a minha maravilhosa equipa eu ainda estaria no mesmo lugar”, concluiu.

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