10 de julho de 2022

Antes que seja tarde!

1 - Temos vindo a alertar para os sinais do tempo presente que são deveras preocupantes, quer em termos de segurança, quer no comportamento dos cidadãos e das famílias. Tudo isso é consequência de falta de liderança e, sobretudo, falta de competência dos responsáveis das principais instituições, com destaque para as instituições religiosas e políticas.
2 - Disso é exemplo a queda do Primeiro-ministro Inglês e os escândalos que a originou, o assassinato do antigo Primeiro-ministro Japonês durante numa acção política, a que se junta a onda de homicídios nos EUA, na Noruega, na Dinamarca e na Alemanha, sem esquecer os que regularmente acontecem em Portugal e as tentativas “abortadas” de homicídios que se vão noticiando nas nossas Ilhas.
3 - A derrocada social começou a partir do lançamento de uma rede social em 1994, chamada Geocities, e depois, em 2006, quando o Facebook aparece e espalha-se pelo mundo com 2,7 mil milhões de utilizadores activos, sendo a rede social com mais usuários do mundo, ao que se junta o Tik Tok, Snapchat,  WhatsApp e o Twitter, este último usado frequentemente pelos políticos para propagandearem junto do seu eleitorado as proezas do governo.
4 - Ou seja, a governação tornou-se numa passerelle de modelos onde diariamente os dirigentes políticos, através do Twitter ou das televisões, vão anunciando as rosas ou as cenouras com que engodam o Zé povinho, e, este por sua vez, sentindo-se tão ou mais importante do que o mais alto magistrado da Nação, porque aparece a toda a hora no facebook mostrando os seus dotes e vazando o veneno e as vis insinuações com que pretende atingir o vizinho, torna-se no todo poderoso com direitos e sem deveres.
5 - Como consequência, falta o tempo aos governantes para pensar, programar e executar as políticas necessárias ao País ou à Região. É disso exemplo o aviso à laia de proposta feita pelo FMI a Portugal sobre medidas que são necessárias tomar nos próximos anos para garantir a sustentabilidade do sistema de pensões, adiantando, desde já, como necessário, o adiamento da reforma ou limites à atribuição de apoios, matéria com a qual o Governo diz agora concordar.
6 - Mas, não é verdade que essa matéria tenha sido levantada por outros partidos em tempo de eleições! Porém, o Governo tem feito ouvidos de mercador, para agora, depois do FMI lançar o aviso, vir de calças na mão anunciar a criação de um grupo de trabalho para estudar as “opções para reforçar a sustentabilidade da Segurança Social”.
7 - Onde está a seriedade do Estado quando tem ignorado o futuro das próximas gerações relativamente ao direito à reforma? E onde está o Presidente da República para colocar na agenda política esta matéria como uma reforma urgente, sem penalizar mais as empresas, que contribuem já para a Segurança Social com a taxa de 23,75% e os trabalhadores com 11% do valor do salário?
8 - O mundo está sem rumo e depois não se admirem dos cidadãos começarem, desesperados, a tomar medidas de protecção dos seus e dos seus haveres, organizando-se para se defenderem do “inferno” que os rodeia, perante a impotência das autoridades e a insuficiência da lei para acautelar tais desmandos como o negócio e consumo de droga e a prostituição, matéria que já foi objecto de uma reportagem do Correio dos Açores sobre o que se passa na zona das Laranjeiras, sendo agora reavivado pelo grito de alarme dos moradores face aos marginais que por ali deambulam.
9 - A ocasião é de menos discurso e mais acção e ela tem de ser consertada entre a sociedade e as entidades oficiais, antes que seja tarde!

      

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Categorias: Editorial

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