Utentes da Santa Casa celebraram o Espírito Santo

A Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande voltou a celebrar com grande dignidade a festa em honra do Divino Espírito Santo, promovida pela Mesa Administrativa, cumprindo, assim, a tradição identitária tão do agrado do povo destas ilhas. Associaram-se àquele evento os idosos dos centros de dia da Instituição, bem como de outras instituições do concelho da Ribeira Grande, mormente da Santa Casa da Misericórdia da Maia, do Centro Social de Santa Bárbara, das casas do Povo de Rabo de Peixe e da Ribeirinha, bem como os ATL’S da Misericórdia e utentes do CASI, num verdadeiro convívio inter-geracional muito proactivo, que proporcionou muita animação e alegria àquela festa.
O espaço onde decorreram as festividades estava decorado a preceito, não faltando as coroas e a bandeira, do império do Espírito Santo, bem à maneira das nossas comunidades. Todos se esmeraram para que a festa decorresse com grande brilhantismo e entusiasmo.
O extenso cortejo processional saiu do Centro de Dia até ao Triato montado expressamente para receber os símbolos do Divino Espírito Santo, onde foi entoado o hino de Espírito Santo pelos funcionários do Apoio ao Domicílio e do Espaço Extremo.
A cerimónia religiosa consistiu numa celebração eucarística animada liturgicamente pelo Coro da Santa Casa, e presidida pelo capelão da Misericórdia, padre Manuel Galvão, tendo concelebrado o padre Roberto Cabral. Como manda a tradição secular, no final, realizou-se a coroação, onde foram coroados os representantes dos idosos presentes.
Participaram como convidados o Presidente da Câmara Municipal, Alexandre Gaudêncio e o vereador José António Garcia, bem como a representante do ISSA, Tânia Fonseca e Cristina Dutra, Coordenadora do Núcleo local de Inserção da Ribeira Grande. Marcaram ainda presença, o deputado Jaime Vieira, o representante da Esquadra da Ribeira Grande da PSP, Gonçalo Medeiros, o Presidente da Associação dos Bombeiros locais e os presidentes das juntas de Freguesia da Conceição e Ribeira Seca.
Esta festa, que está bem presente na vida e cultura do nosso povo, reforçou, no entender do padre. Manuel Galvão, o clima de festa e união entre todos os intervenientes, despertos pelos dons do Espírito Santo, num ambiente contagiante, que proporcionou muita alegria aos idosos e aos jovens e crianças presentes. A animação esteve a cargo dos utentes do Espaço Extremo, com o tradicional grupo das trincadeiras e do artista popular André Soares, da Ribeirinha, que conseguiu que novos e idosos dançassem animadamente, num convívio salutar.
A alegre celebração do Paráclito só foi possível graças ao empenho e entusiasmo dos funcionários que, para além do seu trabalho quotidiano, quiseram ainda brindar em louvor do Espírito Santo, num esforço que se regista como exemplar, pois a alegria reinava nos olhos de todos, apesar das canseiras, para que a tradição se cumprisse.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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