Câmara empareda casa na Rua Margarida Chaves arrombada e roubada por drogados para venderem e comprar droga

 Depois do empresário das portas amarelas, na Rua Margarida de Chaves, ter mudado o negócio para um outro espaço próximo, o edifício vazio foi, durante as últimas semanas, alvo de vários roubos e actos bárbaros de vandalismo, servindo de dormitório, esconderijo de consumidores de drogas pesadas e casa de banho.
Quem conheceu e agora vê o edifício, afirma que a situação “é terrível e desesperante”.
Depois do empresário ter deixado a casa, ela foi preparada para novo arrendamento, com melhorias e conservação interior e ficou vazia por algum tempo.
Foi neste período que desconhecidos, quase sempre ligados ao tráfico e consumo de droga, muita dela sintética, - que é mais barata que a heroína e cocaína e atinge-se os mesmos efeitos - arrombaram as portas da casa várias vezes para terem acesso ao seu interior. Por três a quatro vezes, foram apresentadas queixas na PSP de invasão de propriedade privada. A Polícia de Segurança Pública interveio, as portas eram fechadas mas, perante a contínua reincidência no arrombamento da casa por desconhecidos, o cabeça de casal dos herdeiros da propriedade chegou a deslocar-se a São Miguel para tentar encontrar uma solução, mas regressou a Lisboa e deixou de dar notícias.
 Entretanto, logo que começaram a invadir a antiga casa comercial, os ocupantes foram roubando tudo o que podiam vender a sucateiros e outros intermediários sem escrúpulos a preços abaixo do custo. Isto para que, com o dinheiro fossem alimentando o vício de consumo de droga.
Destruíram portas interiores, roubaram fechaduras, todos os fios de cobre, fichas eléctricas, torneiras, tudo o que pudesse render alguns euros. E se isso não bastasse, são visíveis dejectos nos quartos, e uma zona queima no chão de um dos quartos.
Este edifício não é a primeira vítima da cidade de Ponta Delgada de actos de roubos por parte de vândalos, maioritariamente associados ao tráfico e consumo de drogas, que vão de casa em casa vazia, roubando tudo o que se possa vender para comprar droga, praticando actos de vandalismo e destruição onde acabam por dormir. E apesar das queixas à PSP, a invasão de propriedade e os pequenos roubos destes indigentes, levam a processos judiciais que não têm fim e que entopem os tribunais sem que os autores sejam responsabilidades e punidos por tais actos. E mesmo que o processo chegue a julgamento, a sentença é quase sempre de prisão domiciliária, com medidas para a sua recuperação. Só que, na maioria das situações, a prevenção e precaução não funcionam. E, neste cenário, são quase sempre os mesmo os salteadores de casas vazias em Ponta Delgada para conseguirem dinheiro para a droga.
Quase todas estas invasões de edifícios em Ponta Delgada chegam ao absurdo de incomodar e perturbar os vizinhos que, sempre debaixo de grande sigilo, fazem exposições para a PSP e para a Câmara Municipal de Ponta Delgada acabando a edilidade, em última instância, por emparedar a casa como aconteceu agora com a casa das portas amarelas, na Rua Margarida de Chaves.  João Paz

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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