PSD e Chega-Açores dizem-se atentos às reivindicações dos trabalhadores da Fábrica da COFACO em Rabo de Peixe

O grupo parlamentar do PSD/Açores e a Representação Parlamentar do Chega-Açores mostraram-se esta semana atentos às reivindicações dos trabalhadores da Fábrica da COFACO de Rabo de Peixe.
O PSD está “sensível às questões levantadas, que se referem a melhores condições laborais numa unidade industrial que é muito importante para aquela localidade”, disse o deputado Jaime Vieira, citado numa nota à imprensa, após a reunião mantida dos social-democratas com Vítor Silva, representante do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores.
O sindicalista, segundo a mesma fonte, foi porta-voz de um conjunto de preocupações, “que incidiram no reajustamento das carreiras e aumentos salariais, entre outras condições de trabalho”, tendo o parlamentar referido que os deputados do PSD/Açores “vão, naturalmente, auscultar da melhor forma possível os principais interessados face a todas as questões levantadas, que são os trabalhadores da Fábrica da COFACO de Rabo de Peixe, pois estamos sensíveis para as mesmas, tanto que esta reunião foi solicitada por nós”, disse.
O encontro, onde também esteve uma representante das mulheres que laboram na fábrica, serviu, disse Jaime Vieira, “para ouvirmos o que dizem os funcionários, uma vez que o diálogo é sempre bom conselheiro nestas questões”, avançou, garantindo que “só assim se poderá trabalhar rumo às melhores soluções, sendo que as mesmas são prioritárias para o PSD/Açores”. No encontro com o deputado do Chega, José Pacheco, Vítor Silva deu conta de que existem 220 trabalhadoras da COFACO, de um total de 271, que estão impedidas de progredir na carreira profissional e que ganham o mesmo desde que entram na empresa conserveira até à reforma.
Segundo nota à imprensa, José Pacheco refere que o sindicalista deu conta das condições laborais degradantes, perseguições e falta de capacidade de progressão na carreira por parte das 220 trabalhadoras. Uma situação que se reflecte não só no salário mínimo actual – 658 euros – mas também na futura reforma destas trabalhadoras.
O dirigente sindical transmitiu ainda ao deputado, citado no documento enviado às redacções, o “desequilíbrio social e salarial” criado por esta situação para as trabalhadoras da COFACO, tendo já sido apresentado à empresa uma proposta para evolução de três níveis de categoria profissional, que implicaria um aumento de 7,5 euros por mês. Uma proposta que foi recusada pela conserveira apesar de ter vindo a ser debatida há alguns anos, como refere a nota do Chega.
O deputado José Pacheco manifestou-se contra o que considerou “uma injustiça enorme, que provoca um grande desequilíbrio salarial que se vai reflectir na idade da reforma. O Chega entende que temos de dignificar o trabalho e pagar adequadamente. Não podemos ser uma região que vive de ordenados mínimos”.
No mesmo documento, José Pacheco opina que “é uma injustiça usar a pobreza e a necessidade das pessoas, aproveitando-se da situação social de Rabo de Peixe, para uma grande empresa usar os seus trabalhadores para obter o lucro e não os tratar com dignidade”, estranhando ainda “a constitucionalidade e legalidade de não ser permitida a progressão na carreira profissional”.

N.C. *

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker