Pedro Nascimento Cabral critica o Governo da República por falta de agentes da PSP nos Açores

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, criticou na manhã de ontem o Governo da República de António Costa, pela circunstância deste insistir em “não honrar compromissos com os Açores” e, em particular, com a cidade e concelho de Ponta Delgada.
O autarca, que falava após uma reunião com o Presidente nos Açores do SINAPOL- Sindicato Nacional da Polícia, António Santos, e citado em nota à imprensa, afirmou, a propósito do quadro de efectivos da PSP, que “o Governo da República tem a obrigação de atender às especificidades da Região Autónoma dos Açores, tendo em conta a nossa realidade arquipelágica”, acrescentando que, no contexto de Ponta Delgada, “dúvidas não subsistem que um trabalho mais eficiente e dissuasor de comportamentos que possam constituir lícitos criminais obriga a um reforço de efectivos da Polícia de Segurança Pública”, sublinhando:  “É inadmissível, por exemplo, que a esquadra principal de Ponta Delgada funcione com a porta fechada, durante a noite, provocando um sentimento de insegurança da população, que reclama e exige um reforço do policiamento de proximidade em diversas zonas da cidade e concelho de Ponta Delgada. Apesar dos Açores, em especial Ponta Delgada, ser um local seguro para viver e visitar, existe a necessidade de o Ministério da Administração Interna reforçar a capacidade operacional da PSP, com o objectivo de defender os cidadãos que aqui vivem ou simplesmente nos visitam”.
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada fez questão de reconhecer o enorme esforço desenvolvido pelos elementos da PSP em Ponta Delgada que, apesar da escassez de recursos humanos e materiais, mostram diariamente o seu profissionalismo e empenho em manter a ordem pública.
António Santos, por seu turno, contextualizou a reunião com a necessidade de sensibilizar os autarcas relativamente às necessidades que a Polícia de Segurança Pública tem na região, nomeadamente ao nível de efectivos.
O dirigente explicou que apesar de os números apontarem que o Comando Regional dos Açores tem tido um reforço de efectivos, devido ao aumento de atribuições, afirma, “esse efectivo é insuficiente”.
António Santos afasta a ideia de que em Ponta Delgada o sentimento de insegurança é generalizado, existindo, antes, alguns pontos críticos, devido à toxicodependência, que para serem colmatados é necessária a articulação de várias instituições, mas tranquiliza a população, sendo peremptório em afirmar que a segurança não está em causa, como é referido na citação feita pela autarquia.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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